Inflação dos EUA acelera em abril e gastos desaceleram

Indicador pode sustentar a afirmação do Fed de que as recentes taxas baixas inflação são transitórias e permitem que o banco central mantenha a taxa de juros inalterada por um tempo. Os preços ao consumidor nos Estados Unidos aumentaram em abril, o que pode sustentar a afirmação do Federal Reserve (BC dos EUA) de que as recentes taxas baixas inflação são transitórias e permitem que o banco central mantenha a taxa de juros inalterada por um tempo.
O Departamento de Comércio informou nesta sexta-feira que o índice PCE aumentou 0,3% no mês passado, após alta de 0,2% em março. Isso elevou o aumento anual do índice de preços para 1,5%, de 1,4% em março.
Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o índice PCE subiu 0,2% no mês passado, após ter subido 0,1% em março. Nos 12 meses até abril, o núcleo do índice de preços PCE aumentou 1,6%, após subir 1,5% em março.
O núcleo do índice PCE é a medida de inflação preferencial do Fed. Ela atingiu a meta de inflação de 2% do banco central dos EUA em março de 2018 pela primeira vez desde abril de 2012.
A persistente manutenção da inflação e a desaceleração do crescimento econômico levaram a pedidos, inclusive do presidente Donald Trump, para que o Fed reduza os juros. O chairman do Fed, Jerome Powell, vem mantendo que as leituras fracas “podem acabar sendo transitórias”. O Fed este mês manteve os juros e sinalizou pouca intenção de ajustar a política monetária em breve.
Um ritmo de inflação muito mais fraco do que se pensava inicialmente no primeiro trimestre levou os economistas a anteciparem uma moderação no núcleo do índice anual de preços PCE em abril.
O governo também informou nesta sexta-feira que os gastos do consumidor, que respondem por mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, aumentaram 0,3%, com os consumidores gastando menos em serviços, incluindo eletricidade e gás domésticos.
Os dados de março foram revisados para cima, mostrando que os gastos do consumidor saltaram 1,1%, o maior aumento desde agosto de 2009, em vez do aumento de 0,9% informado anteriormente. Economistas consultados pela Reuters previam que os gastos do consumidor avançariam 0,2% em abril.
Quando ajustados pela inflação, os gastos do consumidor permaneceram inalterados em abril. Este chamado gasto real do consumidor subiu 0,9% em março. Esse resultado sugere um crescimento econômico mais lento no segundo trimestre.
Os gastos dos consumidores aumentaram a uma taxa anualizada de 1,3% no primeiro trimestre, a mais lenta em um ano. A economia cresceu a uma taxa de 3,1% no último trimestre, pressionada por exportações, estoques e componentes de defesa. As estimativas de crescimento para o trimestre de abril a junho estão abaixo de 2,0%.