Infecção urinária oferece mais riscos em idosos, como Pelé

Pelé no último dia 2 antes de ser hospitalizado com infecção urinária em Paris

Pelé no último dia 2 antes de ser hospitalizado com infecção urinária em Paris
EFE/IAN LANGSDON

A infecção urinária, quando ocorre em idosos, pode se tornar mais perigosa, pois se desenvolve de maneira diferente da infecção em jovens, segundo o urologista Flavio Trigo, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo (SBU-SP). Na terça-feira (2), o ex-jogador Pelé, 78, passou mal devido a uma infecção urinária e teve de ser internado em um hospital em Paris.

Não é a primeira vez que o ex-jogador tem o problema. O caso dele é específico, uma vez que ele tem apenas um rim.

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Já, de maneira geral, a infecção urinária em jovens está mais relacionada às atividades sexuais e não urinar com frequência, restringindo a infecção à bexiga, enquanto nos mais velhos, a infecção ocorre por conta da dificuldade em esvaziar o órgão, segundo o urologista.

De acordo com Trigo, isso pode acontecer devido a doenças relacionadas ao envelhecimento, como o diabetes, que reduz a imunidade e a força de contração da bexiga ou, no caso dos homens a partir dos 50 anos, ao crescimento da próstata, o que dificulta no processo de urinar.

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“O problema costuma acontecer em mulheres enquanto ainda são jovens e, nesses casos, a infecção fica restrita à bexiga. Já a infecção a partir dos 50 anos é mais frequente em homens, devido ao crescimento da próstata, que dificulta a saída da urina”, diz o urologista.

Com essa dificuldade de esvaziar a bexiga, a bactéria pode subir para os rins ou entrar na próstata, complicando o quadro clínico, podendo levar até a sepse.

*Estagiária do R7 sob supervisão de Deborah Giannini

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