Infecção bacteriana mata 11 bebês em hospital do Quênia


A bactéria ‘Klebsiella pneumoniae’ vive no aparelho digestivo, mas pode ser mais forte em ambientes hospitalares. Entre os fatores de risco para contraí-la está a prematuridade. Cirurgia no hospital nacional do Quênia (KNH)
Divulgação/Keniatta National Hospital/Facebook
Onze bebês morreram na semana passada na maternidade do Nacional Kenyatta (KNH), em Nairóbi, o maior hospital público do Quênia, por causa de uma infecção bacteriana, informaram nesta sexta-feira fontes do centro hospitalar.
Os recém-nascidos morreram infectados por uma bactéria chamada “Klebsiella”, que é resistente aos antibióticos, problema que se agravou pela falta de recursos do hospital, revelaram fontes do KNH, que pediram anonimato por temerem represálias, ao jornal “Daily Nation”.
A Klebsiella pneumoniae vive no aparelho digestivo, embora seja encontrada em qualquer lugar do meio ambiente e no intestino de muitos seres vivos. Entre os fatores de risco para contraí-la está a prematuridade, por isso as unidades de neonatologia são espaços nos quais é frequente a detecção de focos.
As enfermeiras do hospital queniano, sem o material para preparar sondas nasogástricas (que atravessa o nariz e chega até o estômago) para alimentar os bebês, tiveram que improvisar um mecanismo usando tubos para aspirar líquidos e seringas, que provocavam sangramentos nos bebês.
Uma inspeção na terça e na quarta-feira passadas mostrou que não há berços para todos os recém-nascidos e é preciso colocar mais de um bebê por unidade, um fato que aumenta o risco de contrair infecções, segundo as fontes.
Uma delas, do departamento de comunicação do hospital, recusou fazer declarações sobre o caso quando procurada pela Agência Efe: “Não posso fazer comentários sobre isso”, disse. Segundo os relatórios preliminares aos quais o jornal “Daily Nation” teve acesso, a atual taxa de mortalidade na maternidade é de 48%.