‘Inexperiência’ impediu votação nesta quarta da reforma da Previdência na CCJ, diz Guedes


Para ministro da Economia, ‘inexperiência’ de novatos provocou ‘pequenos desajustes’. Mas, afirmou, questão está politicamente ‘equacionada’, e texto deve ser aprovado na próxima terça. Reunião entre o ministro Paulo Guedes (Economia) e senadores na residência oficial da Presidência do Senado, em Brasília
Presidência do Senado
O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira (17) que o adiamento pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da votação da reforma da Previdência foi motivado por “pequenos desajustes” e pela “relativa inexperiência” de novos deputados.
O ministro deu a declaração ao deixar reunião na residência oficial da Presidência do Senado com o senadores e o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil).
De acordo com Guedes, a expectativa do governo é que a comissão aprove o parecer na sessão da próxima terça-feira (23).
“O ministro Onyx esteve conosco aqui um pouco antes e ele disse que a coisa estava quase toda acertada. E aí tem esses pequenos desajustes que vêm até de uma relativa inexperiência. Tem um grupo chegando e tinha um grupo que já estava estabelecido, que conhece mais as práticas regimentais”, declarou.
Segundo ele, “a coisa, do ponto de vista político já estava equacionada”. O ministro considerou que houve “um pequeno resvalo” na condução dos trabalhos. “Mas com a expectativa política de que a coisa será aprovada”, afirmou.
Segundo o presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ), Felipe Francischini (PSL-PR), a votação do texto foi adiada para a semana que vem por falta de acordo na sessão desta quarta-feira.
A previsão na CCJ era votar o parecer, favorável à proposta, nesta quarta. Francischini explicou que atendeu a um pedido do relator, deputado Marcelo Freitas (PSL-MG), de adiar a votação, a fim de que ele analise sugestões de mudança feitas por líderes partidários.