Indicador de tendência de emprego da FGV atinge menor nível desde outubro


Empresários mantêm cautela e e ritmo esperado para contratações deve continuar lento. Fila gigante durante mutirão de emprego no Vale do Anhangabaú
TV Globo/Reprodução
O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) teve forte queda em março e foi ao menor nível em cinco meses, com maior cautela dos empresários, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira (9).
O IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, caiu 5,8 pontos e chegou a 93,5 pontos no mês, menor nível desde outubro de 2018.
Em médias móveis trimestrais o indicador recuou em 1,1 ponto, para 98 pontos, após avançar por quatro meses consecutivos.
“O resultado negativo do IAEmp em março reforça a leitura feita no mês anterior de que os empresários estavam se tornando mais cautelosos após um período de aumento do otimismo”, disse o economista da FGV Rodolpho Tobler, em nota.
“O ajuste expressivo das expectativas, devolvendo cerca de três quartos da melhora observada ao final de 2018, sugere que o ritmo esperado de contratações continuará lento e gradual”, completou.
Por sua vez o Indicador Coincidente de Emprego (ICD), que capta a percepção das famílias sobre o mercado de trabalho, ganhou 2 pontos, para 94,1 pontos.
O comportamento do ICD é semelhante ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto menor o número, melhor o resultado.
“O aumento do Índice Coincidente do Desemprego (ICD), mantendo-se em patamar elevado, retrata a situação ainda difícil do mercado de trabalho”, completou Tobler.
No trimestre até fevereiro, a taxa de desemprego no Brasil voltou ao patamar de meados do ano passado ao subir para 12,4%, sendo que o país voltou a ter mais de 13 milhões de desempregados, segundo dados do IBGE.