Incêndios florestais na Patagônia deixam 7 feridos e 15 desaparecidos na Argentina


Ao menos 200 pessoas tiveram que deixar suas casas para fugir das chamas. Chamas atingem floresta na Patagônia argentina
Matias Garay/AP Photo
Ao menos sete pessoas ficaram feridas e 15 estão desaparecidas depois dos incêndios florestais registrados esta semana na Patagônia argentina, informaram as autoridades regionais em um balanço provisório divulgado nesta quarta-feira (10).
Pelo menos 200 pessoas tiveram que deixar suas casas na cidade de Lago Puelo. A região – que engloba as localidades de El Bolsón, El Maitén, Epuyén, Futaleufú e El Hoyo – é um tradicional destino turístico por conta de suas florestas e lagos aos pés da cordilheira dos Andes.
Juan Cabandié, ministro do Meio Ambiente da Argentina, disse em entrevista coletiva que o incêndio foi provocado de forma intencional e que seu gabinete abrirá uma investigação para descobrir os responsáveis por sua autoria.
Em Lago Puelo, além dos desalojados, a prefeitura da cidade listou ao menos sete feridos – um deles em estado grave – e 15 pessoas desaparecidas. Cerca de 100 casas do município foram consumidas pelas chamas.
Casal se abraça diante da fumaça deixada pelos incêndios que atingem florestas da Patagônia argentina
Matias Garay/AP Photo
Alejandro Otero, porta-voz da comuna de El Hoyo, disse em entrevista à agência France Presse que o fogo foi controlado por conta das fortes chuvas na região. Ele disse, no entanto, que as autoridades seguem em alerta para novos focos de incêndio.
“É um incêndio provocado dentro da floresta e se dão as condições extremas para que se espalhe”, disse à imprensa o prefeito de Lago Puelo, Augusto Sánchez.
O governo federal enviou um avião Hércules com 40 brigadistas que se juntarão aos 60 que já estão em operações com helicópteros e caminhões.
O fogo devastou no ano passado dezenas de milhares de hectares na Argentina. Noventa e cinco por cento dos incêndios foram provocados pelo homem, alguns com fins especulativos para cultivos ou negócios imobiliários, segundo um relatório do ministério do Ambiente.