Imagens mostram superlotação de maternidade no Piauí e médicos denunciam falta de medicamentos


Profissionais de saúde protestam pelas péssimas condições da maior maternidade pública do Piauí. Imagens mostram superlotação de maternidade no Piauí : pacienets em macas esperando vagas em enfermaria
G1 PI
Os obstetras e enfermeiros que trabalham na maternidade Dona Evangelina Rosa em Teresina decidiram protestar mais uma vez pelas péssimas condições da maior maternidade pública do Piauí. Na manhã deste sábado (24), os profissionais relataram o caos presenciado nos últimos dias no local. Segundo eles, faltam medicamentos básicos, o centro cirúrgico e sala de parto estão lotados e há bebês entubados nas salas impossibilitando a realização de cirurgias.
“Estamos deixando de atender as pessoas porque não temos medicação. A secretária do diretor precisa pedir emprestado remédios para outros hospitais para que alguns procedimentos sejam realizados. Isso é uma vergonha”, desabafou a obstreta Fabiane Soares.
Bebês continuam em centro cirúrgico devido falta de sala
G1 PI
A médica obstetra Brendaly Maria denuncia ainda há existência de pacientes em macas durante 24 horas, após o parto, aguardando uma vaga na enfermaria.
“A gente não pode suportar mais esta situação. A Evangelina Rosa está um caos, os profissionais que trabalham aqui não têm mais a aquém recorrer. Estamos fazendo este protesto para ver se a sociedade se mobiliza e governo se sensibiliza. Nosso protesto é para dar assistência para as pacientes”, desabafou.
Imagens mostram superlotação de maternidade no Piauí
G1 PI
Os profissionais realizaram um ato em frente a unidade de saúde na manhã deste sábado e garantem que nenhuma grávida foi prejudicada por isso. “Participam do protesto somente os médicos que saíram do plantão e alguns que vieram nos apoiar. Neste momento, temos quatro paciente esperando no setor de admissão, mas é porque não há vaga nas enfermarias para transferir as mães do centro cirúrgico”, justificou.
A Secretaria Estadual de Saúde foi procurada para falar sobre o assuntos, mas até o momento a reportagem não obteve retorno.

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