Iata reduz em 21% projeção de lucro do setor aéreo em 2019


Ambiente de negócios piorou em razão do aumento nos preços dos combustíveis e do enfraquecimento do comércio global, segundo entidade do setor. Um avião é visto momentos antes do pouso na pista norte do aeroporto internacional de Frankfurt, na Alemanha
Michael Probst/AP
A Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata), que reúne as 290 maiores companhias de aviação do mundo, reduziu a projeção de lucro do setor neste ano de US$ 35,5 bilhões para R$ 28 bilhões, ou queda de 21%. Em relação a 2018, o lucro estimado pela Iata representa queda de 6,7%.
Para a receita, a entidade prevê crescimento de 6,5% em 2019, chegando a US$ 865 bilhões.
Em relatório, a Iata informou que o ambiente de negócios para as companhias aéreas piorou em razão do aumento nos preços dos combustíveis e do enfraquecimento do comércio global.
A entidade estima que os custos gerais da aviação vão subir 7,4% neste ano, superando o aumento estimado de 6,5% nas receitas. Como resultado, as margens líquidas devem ficar em 3,2%, ante 3,7% em 2018.
O lucro por passageiro está estimado em US$ 6,12, ante US$ 6,85 um ano antes, baixa de 10,7%.
“Este ano será o 10º ano consecutivo de lucro para o setor aéreo. Mas as margens estão sendo pressionadas pelo aumento dos custos, incluindo mão de obra, combustível e infraestrutura. A forte concorrência entre as companhias aéreas impede as empresas de aumentar seus rendimentos. As companhias aéreas ainda terão lucro este ano, mas não vai ser fácil”, afirmou em relatório o presidente da Iata, Alexandre de Juniac.
A Iata estima que o retorno sobre o capital investido das empresas aéreas chegará a 7,4% em 2019, ante 7,9% no ano passado. O retorno ainda excederá o custo médio de capital, estimado em 7,3%, mas o ganho é pequeno.
A entidade considerou ainda que o fluxo de caixa livre das aéreas deve desaparecer neste ano, porque o caixa das operações será reduzido pelo crescimento mais lento da demanda e pelos custos mais altos.
O endividamento líquido, que havia caído significativamente, voltam a subir neste ano.