Humanos conseguem identificar expressões de cães, diz pesquisa

O Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária, na Alemanha, realizou um estudo que comprova que os humanos são capazes de identificar com mais precisão expressões emocionais de cachorros do que de chimpanzés, que são geneticamente mais próximos

*Estagiária do R7, sob supervisão de Pablo Marques

Os pesquisadores testaram a capacidade de 89 adultos e 77 crianças de diferentes culturas de identificar as expressões caninas 

A pesquisa foi feita com pessoas que vivem em países na Europa, que consideram os cachorros como membros da família e de países muçulmanos, onde os cães ficam na parte externa das residências sem tanto contato com os donos 

Foram mostrados para as pessoas que participaram do teste imagens de cachorros, chimpanzés e de outros humanos. Em seguida, foi pedido para que eles identificassem as expressões de raiva, tristeza, felicidade, medo e expressões neutras 

Os pesquisadores identificaram que todos os indivíduos conseguem distinguir expressões de felicidade e raiva em cachorros. As pessoas da Europa que participaram do teste foram capaz de identificar outras expressões dos cachorros, como tristeza e medo, com mais precisão do que as pessoas muçulmanas 

As crianças que participaram do teste também tiveram o mesmo desempenho, independente da origem. Os pequenos conseguiram identificar as expressões de felicidade e raiva, mas não foram capazes de distinguir outras expressões dos cachorros com precisão

As crianças também foram mais eficazes para identificar expressões de cães do que de chimpanzés

Apesar das expressões, os cães têm maneiras mais eficientes e claras de se comunicar, como a posição da cauda, posições das orelhas e postura corporal 

Em 2017, um experimento feito pela Universidade de Portsmouth, na Inglaterra, identificou que os cachorros produziam mais expressões faciais quando sabiam que estavam sendo observados por humanos

E também descobriram que as expressões caninas ficavam inalteradas quando os animais olhavam fotos de comida, mas moviam as sobrancelhas e olhos ao olhar para humanos