Homem não nasce com déficit de álcool no sangue, afirma psiquiatra que inspirou ‘Druk’


Filme da Dinamarca venceu o Oscar de Melhor Filme internacional. Médico teria afirmado que o homem nasce com um déficit de 0,5% de álcool no sangue. Thomas Vinterberg, diretor de “Druk – Mais uma rodada”, com o Oscar de melhor filme estrangeiro
AP Photo/Chris Pizzello
Um dia depois da vitória no Oscar do filme dinamarquês “Druk – Mais Uma Rodada”, o psiquiatra que supostamente inspirou o longa-metragem voltou a desmentir a teoria atribuída a ele, a de que o homem nasce com déficit de álcool no sangue.
Vencedor do Oscar na categoria de filme internacional, a obra do cineasta dinamarquês Thomas Vinterberg mostra quatro professores que exploram os efeitos da embriaguez.
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Na origem da experiência está uma suposta teoria atribuída ao filósofo e psiquiatra norueguês Finn Skårderud, que teria afirmado que o homem nasce com um déficit de 0,5% de álcool no sangue.
Uma “fake news” nascida de uma “leitura seletiva do prefácio que ele escreveu para a tradução norueguesa de “Os efeitos psicológicos do vinho”, do italiano Edmondo de Amicis, reiterou nesta segunda-feira Skårderud.
Mads Mikkelsen em cena do filme ‘Druk’
Divulgação
“Na primeira página escrevi que após uma taça ou duas taças, sim, vida é muito boa, pensamos que talvez tenhamos nascido com um déficit de 0,5g”, explicou à rádio norueguesa NRK. “Mas no parágrafo seguinte, eu rejeito a teoria por completo”, disse.
Esta interpretação equivocada de suas palavras o deixou preocupado. “Inicialmente foi um pouco desconfortável porque, afinal, sou médico, psiquiatra, trato pessoas que sofrem de dependência, encontro as famílias”, afirmou a NRK.
Mas a pequena notoriedade rendeu um contato de Thomas Vinterberg e ele virou uma “espécie de consultor” durante as filmagens de “Druk”, que considera um filme “equilibrado”.