‘Hitler teria amado as redes sociais’, diz executivo chefe da Disney

O diretor-executivo da principal companhia de entretenimento do mundo ressaltou que “as notícias nas redes podem conter tanta ficção como fatos, propagando ideologias vis. O diretor do grupo Walt Disney, Bob Iger, criticou as redes sociais, que segundo ele se tornaram um meio para proliferação de ódio.
A fala do executivo aconteceu enquanto ele recebia um prêmio humanitário concedido pelo Centro Simon Wiesenthal, uma organização de defesa dos direitos humanos que faz pesquisas sobre o Holocausto e sobre ódio em contextos históricos e contemporâneos.
“O ódio e a ira estão nos arrastrando para um abismo (…) A política, em particular, está dominada pelo desprezo”, declarou o executivo durante o jantar de premiação nesta quarta-feira (10).
“Hitler teria amado as redes sociais. É a ferramenta de marketing mais poderosa que um extremista pode desejar”, continuou.
Segundo Iger, “as redes sociais refletem uma visão de mundo estreita do mundo — filtrando qualquer coisa que desafie nossas crenças — e constantemente validamos nossas convicções e amplificando nossos medos mais profundos”.
O diretor-executivo da principal companhia de entretenimento do mundo ressaltou que “as notícias nas redes podem conter tanta ficção como fatos, propagando ideologias vis que não tem cabimento numa sociedade civilizada” e permitindo que “o mal se aproveite das mentes perturbadas e das almas perdidas”.
Iger ainda pediu para “renunciar e rechaçar de uma vez o ódio em todas suas formas com a mesma convicção que tivemos durante a Segunda Guerra Mundial” e isso inclui bloquear “a cultura do desprezo que nos impede debater e discutir”.
“É possível ter um debate político sem atacar às pessoas”, declarou o executivo, que considerou que os cidadãos devem ser “mais exigentes” com os políticos, principalmente perto das eleições presidenciais de 2020 nos Estados Unidos.
“Quero ouvir um discurso que não esteja baseado no desprezo aos outros, quero ter uma visão suficientemente grande que inclua todos, quero que me inspirem”, acrescentou. “Podemos fazer melhor”.