Guilherme e Benuto ganham espaço no sertanejo após 10 anos como trio: ‘A gente estava cru’


Irmãos tiveram composições na voz de Jorge & Mateus, Lucas Lucco e Cristiano Araújo. Eles gravaram DVD em show drive-in e tentam manter boa fase iniciada logo antes da pandemia. Guilherme & Benuto
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O trio Villa Baggage surgiu em um momento de renovação no sertanejo, que incluiu a chegada e o boom de muitos artistas, como Fernando & Sorocaba, Matheus & Kauan, Luan Santana e Gusttavo Lima.
Em dez anos de carreira, o grupo gravou com Henrique & Juliano e Maiara & Maraisa. Também teve composições interpretadas por Lucas Lucco, Cristiano Araújo e Jorge & Mateus.
Emplacaram músicas nas rádios, mas não conseguiram decolar. Até que em 2018, o trio formado por Emy Maziero e os irmãos Guilherme e Haroldo Artioli se dissolveu.
Com a separação, Emy partiu em carreira solo enquanto os irmãos de Campinas (SP) formaram a dupla Guilherme e Benuto. Logo nos primeiros meses de formação, colocaram duas músicas entre as mais ouvidas do ano nas rádios.
“Flor que se cheira”, a faixa de estreia dos irmãos de 30 e 32 anos, foi a 20ª música mais ouvida nas rádios em 2019. Já “Três batidas”, segunda música, ficou em 22º no mesmo ano.
“A gente como trio, estava cru, vamos dizer assim”, analisa Benuto, quando questionado sobre o motivo de o sucesso só ter chegado após se tornarem uma dupla.
Ele também atribui esse resultado à dificuldade de aceitação do público enquanto trio:
“Muita gente ouvia falar do Villa Baggage, mas não sabia dizer se era uma banda, se era um trio. A disposição também, como eram três vozes, não eram todas as músicas que a gente conseguia gravar, porque tinha uma menina no meio.”
Villa Baggage era formado pelor irmãos Guilherme e Haroldo e a cantora Emy Maziero
Rodrigo Marconato
Sucesso pré-pandemia
O estouro nacional da dupla aconteceu meses antes do confinamento por causa da pandemia. Eles tinham planos para uma gravação de um DVD, em abril, em Goiânia. Mas tiveram que cancelar tudo, minguando, de certa forma, a forte ascensão da dupla.
“Se eu falar que não [atrapalhou], vou estar mentindo, porque a gente vinha em uma crescente muito boa. ‘Três batidas’ estava no auge quando veio a pandemia, a gente estava começando a fazer aqueles shows bem cheios”, diz Guilherme.
O cantor conta que, naquele ponto, a dupla entendeu que precisaria sair dessa pausa da pandemia mais forte do que entraram. Assim, reformularam os planos e encaixaram o projeto gravando um DVD durante um show drive-in.
“A gente usou isso para tentar se manter e sair melhor do que a gente entrou na pandemia. E está dando super certo”, afirma Guilherme.
O cantor não esconde que, de início, teve receio de se apresentar para carros.
“Essa era nossa expectativa, nossa dúvida, porque as pessoas não estão em volta do palco, não tem o calor do público, então a gente ficou bem apreensivo.”
“Mas quando a gente subiu no palco, foi uma energia muito top. Estava todo mundo eufórico para curtir a gente, foi um clima excepcional, eu não achei que ia ser do jeito que foi.”
Guilherme & Benuto
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Na piscina
Dessa gravação, Guilherme e Benuto já lançaram três faixas, incluindo “Pulei na Piscina”, que aparece atualmente entre as músicas mais tocadas do Brasil no Spotify.
A composição é de Guilherme e Benuto em parceria com Nando Marx, Flavinho Tinto e Douglas Mello. Os irmãos deram os primeiros passos como compositores ainda no Villa Baggage. Cristiano Araújo foi o primeiro a gravar uma canção dos irmãos (“Traição a queima roupa”)
“Claro, sendo autocrítico hoje, a gente vê que as músicas eram relativamente fracas, mas é tudo uma evolução. A gente foi treinando, evoluindo”, cita Guilherme.
Guilherme & Benuto
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