Guarda portuário condenado por estupro no AP recebe a 5ª acusação pelo crime


Réu já foi sentenciado a oito anos de prisão por um dos casos, ocorrido em 2016. Neste ano a Justiça aceitou duas novas denúncias por abuso sexual contra crianças na cidade de Santana. Câmera de segurança mostrou vítima de 14 anos saindo de carro de suspeito, em Santana
Reprodução
O guarda portuário Samuel George Miranda, de 36 anos, condenado em agosto do ano passado pelo estupro de uma adolescente em Santana, recebeu, em 30 de janeiro e 9 de março, duas novas acusações de violência sexual contra crianças. Os casos teriam acontecido em novembro de 2016 contra meninas, à época, com 9 e 12 anos.
As denúncias foram feitas pelo Ministério Público do Amapá (MP-AP) e aceitas pela Justiça. Com as duas, Samuel soma cinco casos em que é reu pelo mesmo crime, sendo uma condenação. Segundo os autos, os abusos aconteceram sempre da mesma forma, com o guarda abordando as meninas na rua, e com uso de faca as obrigava a entrar no carro dele, onde ocorriam os estupros.
O advogado Charles Bordalo, que defendeu Samuel nos três processos anteriores, informou que ainda não está defendendo nos casos atuais, mas comentou sobre o caso que resultou na condenação do guarda, alegando que ele e a menina de 14 anos tinham um relacionamento amoroso.
Os dois casos denunciados em 2018 aconteceram na cidade de Santana, cidade ele trabalhava, assim como o que o condenou. Os outros dois foram na Zona Norte de Macapá, onde o réu morava. Atualmente cumpre pena no Instituto de Administração Penitenciária (Iapen).
Samuel cumpre pena no Iapen desde agosto de 2017
Jorge Abreu/G1
Abusos
Recebida pela juíza Priscylla Peixoto Mendes em 9 de março, a denúncia mais recente contra Samuel teria acontecido contra uma menina de 12 anos. De acordo com a investigação, ele abordou a vítima próxima ao Fórum de Santana, enquanto ela aguardava colegas de escola.
Em seguida, a ameaçando de morte com um punhal, obrigou ela a entrar no carro e seguiu para uma área de mata onde praticou os abusos. A violência sexual teria durado pelo menos duas horas.
Em janeiro de 2018, o guarda foi denunciado também pelo abuso de uma criança de 9 anos, que teria sido interceptada por ele na saída da escola. Ameaçada com uma faca, foi colocada dentro do carro e levada para um “lugar desconhecido” que a vítima não soube descrever.
Com a arma branca, obrigou a menina a praticar sexo oral nele e depois a deixou no mesmo lugar. A denúncia foi aceita na Justiça pelo juiz Roberval Pantoja Pacheco.
“Vale ressaltar que Samuel já foi denunciado por outros estupros de incapazes nesta Comarca de Santana, e na de Macapá, agindo sempre de maneira semelhante durante abordagem das vítimas, sempre escolhendo menores vulneráveis e sem chance de defesa”, ressaltou o MP-AP.
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