Greve dos Correios começa com baixa adesão de funcionários na Zona da Mata


Informação é do sindicato da Categoria; impacto maior é estimado no serviço de entrega. G1 aguarda retorno da assessoria dos Correios em MG. Poucos funcionários dos Correios se mobilizaram em greve nacional
Reprodução/TV Integração
A greve dos funcionários dos Correios na região da Zona da Mata começou com baixa adesão nesta segunda-feira (12). A informação é do presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresa de Comunicação Postal, Telegráfica e Similares (Sintect) de Juiz de Fora e Região, João Ricardo Guedes.
A categoria questiona as mudanças na cobrança do plano de saúde, a suspensão das férias e a ameaça de privatização da empresa, entre outras demandas.
No levantamento inicial, é estimada a adesão entre 100 e 120 dos 1.250 funcionários das 123 cidades da região. No entanto, Guedes considera que muitos trabalhadores aguardam o resultado do julgamento no Tribunal Superior do Trabalho (TST) sobre mudança no plano de saúde previsto para esta tarde para aderir ao movimento.
Por enquanto, segundo o presidente do Sintect, não há nenhuma agência totalmente fechada e o impacto maior afeta o serviço de entregas.
O MGTV esteve na principal agência de Juiz de Fora, na Rua Marechal Deodoro, e mostrou que o atendimento é realizado normalmente nesta segunda. O G1 solicitou informações à assessoria estadual da empresa e aguarda retorno.
Questionamentos da categoria
De acordo com o sindicalista, o principal motivo da greve é a proposta feita pela empresa de mudar a cobrança do plano de saúde, que consta no acordo coletivo e que só irá vencer em 2019.
“A direção alega que o plano de saúde no molde atual está onerando demais a empresa. Por isso, propuseram unificar em 30% os descontos sobre o valor de consultas e 15% em cima dos exames do titular. Além de pagar uma mensalidade e aumentar o percentual cobrado no caso dos dependentes. E ainda quer a retirada de pai e mãe dos beneficiários do convênio, o que foi incluído por meio de acordo feito há mais de 10 anos”, explicou.
Guedes alegou que o trabalhador não tem como arcar com os custos da coparticiapação se a mudança for realizada.
“O salário base de um funcionário dos Correios gira em torno de R$ 1.675. Já é descontado uma porcentagem para pagar o rombo na nossa previdência complementar. O nosso salário não consegue absorver o impacto da mudança”, disse.
Outro questionamento feito pela categoria é a falta de liberação de férias, que se soma aos outros problemas enfrentados pelos trabalhadores.
“Estamos vivendo o sucateamento da empresa visando a privatização. A empresa adiou a liberação das férias, alegando não ter dinheiro em caixa para pagar os trabalhadores. Temos muitas pessoas doentes e ainda há a situação de ameaça para aceitarem a convocação para trabalhar no domingo, quando deveria ser o dia de descanso, para tentar compensar o déficit de 20 mil funcionários em todo o país”, afirmou Guedes.
A categoria aguarda a audiência no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília, nesta segunda, que analisa o pedido de mudança no plano de saúde.
“A empresa levou o assunto à Justiça. Na primeira audiência, em 22 de fevereiro, não houve acordo. O juiz deu prazo até dia 6 para a categoria decidir se aceitava. Nós nos recusamos e optamos pelo indicativo de greve por tempo indeterminado a partir de hoje. Assim que o julgamento terminar, faremos uma assembleia para avaliar o resultado”, explicou.

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