Green Day lança álbum raiz ‘Father of all…’, mas entrega rock primitivo e infantilizado; G1 ouviu


Trio californiano de pop rock lança 13º álbum, que motiva teorias da conspiração dos fãs e sensação de que som das 10 novas músicas está aquém do potencial da banda. Se você é muito fã do Green Day, deve estar a par de algumas teorias que seguem a banda nos últimos meses. Há quem diga que o trio californiano de pop rock esteja avacalhando geral em seu recém-lançado álbum, só para aloprar a gravadora.
A estranheza de algumas escolhas recentes (um unicórnio vomitando como símbolo, é sério?) e do primeiro single (a faixa-título “Father of All…”) explicaria essa teoria da conspiração.
Como este é provavelmente o último álbum a ser lançado pela Warner, eles teriam resolvido brincar de pop punk raiz garageiro. São 10 músicas e zero pretensão.
A banda e a gravadora, é claro, não confirmam esses boatos. Mas eles são divertidos demais. E “divertido” também é a melhor forma de descrever este 13º álbum do Green Day.
É bem difícil ouvir tudo e não bater o pé ou balançar a cabeça ao som de “Fire, Ready, Aim” ou “Take the Money and Crawl”.
Quase todas as canções têm baquetadas do rock de garagem do baterista Tré Cool e riffs primitivos no baixo de Mike Dirnt e na guitarra de Billie Joe Armstrong.
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Os vocais do homem de frente do Green Day são distorcidos além da conta. Billie, 47 anos de idade e 33 de rock, parece que ganhou um brinquedo para alterar a própria voz e se empolgou demais. Bom pra ele.
Mas não tão bom assim para um ouvinte mais exigente. Se fazer um disco de diversão, volta às origens, rock direto for isso aí, talvez seja melhor torcer para que o Green Day voltar à fase mais madurinha de “American Idiot” (2004) e “21st Century Breakdown” (2009).
Ou ao pop punk raiz, mas bem menos infantilizado do disco anterior, de 2016. Perto de “The Father of the…”, “Revolution Radio” é o “Sgt. Pepper’s”. Não dá para parecer Hives ou Fall Out Boy e ser relevante (e legal) em 2020.