Grandes economias emergentes serão as mais prejudicadas se as tarifas comerciais subirem, diz OCDE

Brasil, Rússia, Índia, Indonésia e China poderiam esperar uma perda de 18% do PIB real per capita até 2060, projetou a OCDE. Grande economias emergentes como a China e a Índia sofrerão mais do que os países desenvolvidos se as tarifas de comércio retornaram aos níveis de 1990, disse a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta quinta-feira (12) em uma atualização de suas projeções econômicas de longo prazo.
A OCDE estimou que as tarifas de importação mais altas vão gradualmente tirar meio ponto percentual do crescimento real do PIB global.
Até o fim do horizonte de previsão da OCDE em 2060, isso deixará os padrões de vida média mundiais cerca de 14% mais baixos do que seria de se esperar.
No entanto, Brasil, Rússia, Índia, Indonésia e China poderiam esperar uma perda de 18% do PIB real per capita até 2060, projetou a OCDE.
Os 36 países desenvolvidos pertencentes à OCDE verão os padrões de vida caírem 6 por cento em média e a zona do euro apenas 4,5%, dado o alto nível de comércio entre eles e o fato de as tarifas da União Europeia já estarem baixas em 1990, disse a OCDE.
Em um cenário usual, sem reformas significativas, o crescimento econômico global anual deve desacelerar gradualmente nos próximos 40 anos, passando de 3,4% atualmente para 2%.
O crescimento global vai desacelerar à medida que as taxas nas grandes economias emergentes, agora em média de mais de 5%, convergirem com os 2% esperados, em média, nos países da OCDE até 2060.