Governo vê alta do PIB de 2,7% em 2020 e propõe subir para R$ 124,1 bilhões meta de rombo nas contas

Meta anterior, proposta no ano passado, era de um rombo menor nas contas do governo: de até R$ 110 bilhões em 2020. Números constam na proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias para o ano que vem, que está sendo encaminhada nesta segunda ao Legislativo. O governo projetou um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,7% para o ano que vem, e também elevou de até R$ 110 bilhões para até R$ 124,1 bilhões sua previsão para o rombo nas suas contas em 2020. A proposta anterior era de um déficit primário (sem contar despesas com juros) de até R$ 110 bilhões.
Os valores constam no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2020, que está sendo encaminhada ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (15). Esse é o primeiro passo para a confecção do orçamento do próximo ano, que tem de ser enviado ao Legislativo até agosto.
Paara todo o setor público consolidado (governo, estados, municípios e empresas estatais), o governo propôs subir a meta de rombo (déficit primário) de até R$ 99,7 bilhões para até R$ 118,9 bilhões no ano que vem.
PIB e inflação
A estimativa do governo federal para o crescimento da economia no ano que vem, de 2,7%, está acima do que projeta um mercado financeiro.
Na semana passada, segundo pesquisa realizada pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras, a previsão foi de uma expansão de 2,58% para o PIB de 2020.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.
O mercado financeiro tem reduzido, nas últimas semanas, suas previsões para a expansão da economia neste ano e em 2020. Isso começou a acontecer após a divulgação do PIB do ano passado, que avançou apenas 1,1% – frustrando analistas.
Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial, o governo estimou uma variação de 4% para 2020 e de 3,7% para 2021 e 2022.
A meta central de inflação para 2020 é de 4%, e terá sido oficialmente cumprida se a inflação oscilar entre 2,5% e 5,5%. Para 2021, por sua vez, a meta central é de 3,75%, e o IPCA poderá oscilar entre 2,25% e 5,25% sem que seja oficialmente descumprida.