Governo quer acelerar aprovação de produtos veterinários


Ministra vê gargalo para a pecuária e diz que ideia é agilizar a liberação como foi feito com os agrotóxicos. Entre os tipos de produtos estão aditivos, suplementos promotores de crescimento, medicamentos e vacinas, entre outros. Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, participa de evento em São Paulo nesta segunda (5)
Rikardy Tooge/G1
A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou nesta segunda-feira (5) que o governo quer garantir a aprovação mais rápida de produtos veterinários para a pecuária de corte, a exemplo do que já é feito na liberação de agrotóxicos.
“São um outro gargalo que nós temos: os produtos veterinários. Nós temos uma fila enorme que precisa caminhar, para entrarem novos produtos, mais modernos. Nós estamos na batalha no Ministério da Agricultura para fazer a mesma coisa que foi feita lá atrás com os defensivos da área vegetal”, disse Tereza em um evento do setor em São Paulo.
A ministra não especificou um prazo para que isso aconteça.
Produto de uso veterinário, segundo o governo, é toda substância química ou biológica destinada à prevenção, ao diagnóstico, à cura ou ao tratamento de doenças, incluindo aditivos, suplementos promotores de crescimento, medicamentos, vacinas, entre outros produtos para garantir saúde e qualidade para o animal.
A ideia, de acordo com Tereza, é agilizar a liberação de produtos genéricos de fórmulas que já estão no mercado.
“É necessário e urgente que se faça. A pecuária poderá ser beneficiada tendo uma diminuição de custos, que é o que está tendo na agricultura. É a mesma coisa que um remédio genérico para gente, para plantas e vegetais. Tratar com a mesma segurança que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) trata também os produtos humanos”, completou.
Agrotóxicos X remédios
A ministra disse ainda que espera que a ação relacionada aos produtos veterinários “não comece uma nova guerra”, se referindo a críticas recebidas pela liberação de agrotóxicos, cujo ritmo é o mais alto já registrado.
“Não mudou nada (na aprovação de agrotóxicos), o que mudou foi a celeridade”, reafirmou. Colocamos mais gente no Ministério da Agricultura, gente que veio da Embrapa, que veio ajudar nessa fila. Mais gente no Ministério do Meio Ambiente. E a Anvisa que resolveu pegar esse assunto”, reafirmou.
Um agrotóxico precisa ser aprovado pelo ministério, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e pela Anvisa para chegar ao mercado.
“Todos os produtos (agrotóxicos) que se usa no Brasil são usados lá fora. Outra coisa: não é (por) liberar mais, (ter) mais registros de produtos que o agricultor vai usar mais produto porque está barato. Não é assim”, avaliou Tereza. “Você compra mais remédio porque o genérico é mais barato? Não é diferente, de jeito nenhum.”
“Talvez seja mais fácil hoje comprar um remédio… a dificuldade é a mesma coisa de se comprar um defensivo. Com uma diferença: é muito caro e ainda tem um problema de segurança”, comparou. “Como é um produto caríssimo, as pessoas não armazenam nas suas propriedades porque corre risco de serem assaltadas no fim de semana.”