Governo estuda medidas para desburocratizar contratações, diz secretário da Previdência


Segundo Rogério Marinho, empresário precisa ser ‘bem tratado’. O secretário de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O governo estuda medidas para desburocratizar as contratações em meio à alta do desemprego, segundo o secretário especial da Previdência, Rogério Marinho. O secretário não explicitou quais seriam essas medidas.
Questionado se poderá haver retrocessos em direitos trabalhistas, ele negou a possibilidade de infringir a Constituição, mas reforçou que o empresário precisa ser “bem tratado”.
“Quem gera emprego é o empreendedor, do vendedor de pipoca ao cara que tem um sorvete, um cachorro-quente, ao proprietário de uma grande empresa. Esse precisa ser bem tratado, porque é ele quem gira a economia nesse país”, defendeu.
Marinho disse que passará o final de semana no Rio de Janeiro para tocar uma agenda paralela à previdência, com foco na geração de empregos. Neste sábado (25), ele se encontra com empresários da indústria e outros setores para discutir as demandas.
“Não é possível mantermos a situação em que nós estamos inseridos, onde não há segurança jurídica e previsibilidade para quem quer empregar”, afirmou.
Reforma da Previdência
Segundo Marinho, o governo mantém a expectativa de que a Câmara dos Deputados vote a reforma da Previdência até julho, ficando para o segundo semestre a apreciação do Senado.
De acordo com o secretário, os indicadores econômicos denotam a urgência da reforma, o que já teria sido apreendido pelo Parlamento. “A economia está pedindo e o Congresso está respondendo à necessidade de ser confortável [o impacto econômico do projeto]”, disse.
Em entrevista à revista Veja, o ministro da Economia, Paulo Guedes, indicou que poderá renunciar ao cargo caso a reforma da Previdência não seja aprovada com uma economia mínima de R$ 800 bilhões. O projeto como está define como meta a economia de R$ 1,2 trilhão na próxima década.
Questionado sobre a declaração, Marinho disse desconhecer a entrevista, mas afirmou que o governo está confiante de que o impacto com a reforma seja mantido pelo Congresso.
“O Congresso está respondendo da forma como imaginávamos à necessidade e à prioridade que é a questão previdenciária”, afirmou. Segundo ele, mesmo os parlamentares que fazem oposição ao governo “já compreendem a necessidade de reestruturar o nosso sistema [previdenciário]”.