Ghosn entra na justiça da Holanda para conseguir documentos de sua demissão da Nissan e da Mitsubishi


Ex-executivo iniciou processo contra as montadoras japonesas na Holanda, argumentando que seu desligamento foi ilegal, e pede US$ 17 milhões de indenização. Carlos Ghosn, que comandava a multinacional Nissan, foi preso em novembro de 2018 no Japão e fugiu em dezembro de 2019
AFP
Advogados de Carlos Ghosn, o ex-executivo do setor automotivo hoje foragido, solicitaram a liberação de documentos relacionados à sua demissão da Nissan Motor e da Mitsubishi Motors nesta segunda-feira (10) em um tribunal holandês.
Ghosn, ex-presidente da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, foi preso no Japão em 2018, mas fugiu para o Líbano em dezembro.
Em julho de 2019, ele iniciou um processo judicial contra as montadoras japonesas na Holanda, argumentando que sua demissão foi ilegal.
A audiência desta segunda-feira no Tribunal Distrital de Amsterdã foi a primeira sessão pública do caso. Ghosn está pedindo o equivalente a US$ 17 milhões de indenização das montadoras, que ele diz terem violado leis trabalhistas holandesas.
Um advogado da Nissan-Mitsubishi refutou as exigências da equipe legal de Ghosn pela liberação de documentos.
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Arte/G1
Os advogados de Ghosn sustentam que ele foi demitido injustamente da presidência da Nissan-Mitsubishi BV, uma entidade registrada na Holanda, porque os detalhes das alegações não foram compartilhados com ele.
“Nissan e Mitsubishi humilharam Ghosn publicamente”, disse o advogado Roeland de Mol à corte. “Seus relatórios e acusações nunca foram submetidos a Ghosn. Não houve o devido processo legal.”
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