Gabriel Ruy revolve o ‘ouro negro’ de Moacir Santos e a influência paterna no EP ‘Matriz’


Artista capixaba reverbera no disco a ancestralidade da família, sobretudo a de Mário Ruy, integrante de bandas locais como Os Mamíferos e Nota Jazz. ♪ Assim como a capa que expõe arte de Salsa Brezinski, o nome do EP lançado por Gabriel Ruy pelo selo Casulo – Matriz, título que amplia obra fonográfica que já contabiliza os discos Uma mesa no deserto (2018) e Toca (2020) – já carrega a carga de ancestralidade revolvida pelo artista capixaba nas quatro faixas do EP editado na sexta-feira, 19 de novembro.
Filho de Mário Ruy, integrante de bandas como Os Maníferos (em atividade na cena capixaba entre 1966 e 1971 com som calcado na mistura de rock, jazz e psicodelia) e Nota Jazz (grupo de música instrumental), Gabriel Ruy reverbera a influência do pai no EP Matriz enquanto reprocessa referências geracionais.
Ouro negro, a obra do maestro, compositor e arranjador Moacir Santos (1906 – 2006) é fonte de inspiração para Toca do Tatu (Gabriel Ruy), música que abre o EP, dando o tom percussivo do repertório de Matriz.
Ritmicamente, o disco segue por tempos musicais pouco usuais, como exemplifica a gravação de Pintando o sete (Gabriel Ruy), outro tema autoral do EP. Já Empurrão na ladeira é composição de autoria de Chryso Rocha em que Gabriel reverencia virtuoses capixabas da guitarra, como Heitor TP e o próprio Chryso Rocha.
Com repertório que também inclui Ana & Patropi (Gabriel Ruy), o EP Matriz foi gravado com produção musical dividida por Rodolfo Simor com o próprio Gabriel Ruy, músico polivalente que se reveza nos toques de instrumentos como baixo, bateria, guitarra, percussão, piano, teclados e violão.
Capa do EP ‘Matriz’, de Gabriel Ruy
Arte de Salsa Brezinski