Formato digital do Enem divide opiniões de candidatos no Recife


Prova realizada no computador agradou pela facilidade da plataforma, mas alguns inscritos reclamaram do tempo de exposição à tela e da dificuldade de foco. Elvis Oliveira, de 22 anos, foi o primeiro candidato a sair da prova do Enem Digital na Unibra, no Centro do Recife
Marina Meireles/G1
Após a liberação de saída da versão digital do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), às 15h30 deste domingo (31), candidatos divergiram quanto a esse formato novo da prova. Alguns deles elogiaram a rapidez proporcionada pela plataforma, mas outros se sentiram cansados pelo tempo de exposição em frente à tela do computador.
‘Desigualdade Regional’ é o tema da redação do Enem Digital
O primeiro candidato a deixar um dos prédios da Unibra, no bairro da Boa Vista, no Centro do Recife, foi Elvis Oliveira, de 22 anos.
Buscando uma vaga no curso de ciências sociais e fazendo o Enem pela segunda vez, ele disse que a versão digital foi semelhante à impressa, mas só se sentiu mais à vontade por ter ficado familiarizado com o modelo digital a partir de aulas online.
Elvis Oliveira saiu do local de prova do Enem Digital às 15h42 deste domingo (31)
Marina Meireles/G1
“O bom é que o computador tinha exclusivamente a prova. Você não podia minimizar nem abrir outra coisa. A plataforma é bem básica. Posso até dizer que é a própria prova na tela do computador”, contou.
Apesar da semelhança, o candidato sentiu algumas dificuldades. “Eu tenho déficit de atenção, mas acho que as aulas a distância ajudaram um pouco a manter o foco. Acho que é uma questão de costume”, disse.
Julya Gabriela Silva, de 19 anos, que busca entrar no curso de gastronomia, não gostou do novo formato.
“A plataforma é bem fácil de mexer, eu me preparei antes da prova, mas é muito ruim para quem tem problema de visão. Eu acabei escolhendo pela novidade, para saber como era”, afirmou a candidata, que tem miopia e astigmatismo.
Julya Gabriela Silva, de 19 anos, também fez a prova do Enem Digital na Unibra, no Centro da capital pernambucana
Marina Meireles/G1
Para Débora Marcionila, de 23 anos, o formato foi melhor do que a versão impressa. “Quando a gente marcava a resposta em uma questão, a plataforma direcionava para o gabarito. Eu achei muito tranquilo”, declarou a candidata, que é técnica em enfermagem e busca entrar no curso superior na mesma área.
A respeito do protocolo sanitário, os candidatos afirmaram que medidas de prevenção à Covid-19 foram cumpridas nas salas em que estavam. “Eles disseram que a gente só poderia tirar a máscara para lanchar e depois teria que colocar de volta e disponibilizaram álcool em gel”, contou Julya.
Débora achou os computadores dos candidatos muito próximos. “A divisória era um papelão, como aquele que usam nas urnas das eleições. Me preocupou um pouco por causa do momento em que estamos vivendo”, disse.
Quanto ao conteúdo, a prova de Linguagens foi o maior desafio para os três candidatos ouvidos pelo G1. Textos longos e vocabulário difícil foram algumas das queixas que eles relataram.
A estudante Débora Marcionila falou sobre o Enem Digital, que realizou neste domingo (31)
Marina Meireles/G1
“Tinham uns textos que iam para um lado e as questões iam para o outro. Os textos estavam muito longos e foi muito ruim por causa da questão da visão”, disse Julya.
“Os textos, como sempre, estavam muito longos, mas achei o tema da redação bom. Estava dentro do que eu esperava”, disse Débora.
Ter a desigualdade regional como tema da redação, segundo Elvis, foi satisfatório. “Eu achei muito fácil, porque não precisava ter um estudo muito aprofundado. Deu para escrever com tranquilidade”, contou.
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