Ford e sindicato anunciam acordo com funcionários de São Bernardo do Campo, SP


A negociação inclui apoio psicológico e requalificação profissional aos trabalhadores que serão demitidos com o fechamento da fábrica. Funcionários da Ford no encerramento da greve em São Bernardo
Divulgação/Adonis Guerra
A Ford e o Sindicado dos Metalúrgicos do ABC anunciaram, nesta terça-feira (30), um acordo com os funcionários que serão dispensados com o fechamento da fábrica de São Bernardo do Campo (SP).
De acordo com comunicado da fabricante, os trabalhadores afetados receberão, com o chamado Plano de Demissão Incentivada (PDI), apoio psicológico e requalificação profissional com cursos realizados em parceria com o sindicato.
A marca aponta ainda para uma “possível antecipação do encerramento das atividades de manufatura, a qual depende da negociação com um potencial comprador”. O fim das operações em São Bernardo está previsto para o final do ano.
Sobre indenizações financeiras, a Ford diz que elas serão definidas com base em condições empregatícias, tempo de trabalho e a possível contratação de um futuro comprador da fábrica.
Procurado pelo G1, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC já prepara uma nota sobre o assunto.
Negociações continuam
A Ford reforçou, também no comunicado, que as negociações com possíveis compradores da fábrica de São Bernardo continuam. Porém, tudo permanece em segredo com o acordo de sigilo assinado pela marca.
O governador de São Paulo, João Dória (PSDB), também reforçou durante o anúncio do Toyota Corolla híbrido que “os entendimentos estão seguindo”, classificando como “bem sucedidos”.
Segundo Dória, são duas empresas interessadas na compra da unidade. “Posso antecipar que teremos sucesso e êxito”, afirmou. Um dos grupos envolvidos no processo é a CAOA.
Fechamento
A Ford anunciou em fevereiro que fechará a fábrica de São Bernardo do Campo, a mais antiga da montadora no país. A unidade emprega cerca de 3 mil pessoas e produz o Fiesta e 3 modelos de caminhões.
A medida faz parte da decisão de sair do mercado de caminhões na América do Sul, para retornar “à lucratividade sustentável de suas operações” na região.
Em 2018, a fabricante disse que produziu apenas 19% dos caminhões e 12% dos carros do total da capacidade instalada na unidade do ABC paulista, a única que contemplava veículos pesados da marca.