Fiscalização intensifica monitoramento em três pontos de invasão em Macapá


Trabalho busca identificar, monitorar e procurar destinação para as famílias. Proximidade do período eleitoral preocupa fiscais com possíveis aumentos de invasões. Fiscalização teme aumento de invasões com a proximidade do período eleitoral
Rita Torrinha/G1
A Guarda Civil Municipal vai intensificar as fiscalizações em quatro pontos da invasão em Macapá. De acordo com a corporação, mesmo com a situação controlada nos dois primeiros meses de 2018, a preocupação aumenta com a aproximação do período eleitoral.
O trabalho acontece em conjunto com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitacional (Semduh) busca identificar, monitorar e procurar uma destinação apropriada para essas famílias. As invasões ficam nos bairros Parque dos Buritis, Ilha Mirim, na Zona Norte. Outra está iniciando em uma parte da Lagoa dos Índios, na Zona Oeste.
De acordo com o inspetor Delcival Camarão, um planejamento está sendo feito pensando nesse provável aumento das invasões.
Inspetor Delcival Camarão fala sobre o trabalho de monitoramento da Guarda Civil nos pontos de invasão em Macapá
Carlos Alberto Jr/G1
“Atualmente trabalhamos com cerca de 15 fiscais da guarda e mais 10 da Semduh nesse trabalho de monitoramento dos pontos de invasão na capital. Estamos com duas viaturas e já está previsto que o número dobre, assim como o de fiscais, caso aconteça esse aumento”, explicou o Inspetor.
Camarão explica que a antecipação no planejamento aconteceu porque essa se tornou uma prática comum em anos eleitorais.
“Se tornou cultural, muitas vezes por promessas ou até mesmo incentivado por candidatos, muitos pontos crescem e outros são criados. Por isso antecipamos nosso planejamento logo no início do ano”, contou.
Segundo o levantamento da Semduh, em 2017, milhares de famílias foram retiradas de quatro invasões, nas Zonas Sul e Norte. Ainda de acordo com a Semduh, mais de 5 mil pessoas foram retiradas de uma invasão na Rodovia Norte-Sul, em um trabalho conjunto com a Justiça Federal.
Eudo Costa, subsecretário da Semduh
Jéssica Alves/G1
“Dessas mais de 5 mil pessoas retiradas, 27 famílias se deslocaram para uma área na Ilha Mirim, onde será construída uma creche. A Secretaria Municipal de Assistência Social (Semast) está fazendo o levantamento social dessas famílias para que elas sejam levadas para algum conjunto habitacional”, contou o subsecretário da Semduh, Eudo Costa.
O subsecretário também explica que duas das invasões na Zona Norte são em áreas particulares e os proprietários já acionaram a Justiça para a reintegração de posse.
“Estamos tentando negociar com os proprietários para que essas terras sejam passadas para o município e que essas famílias permaneçam lá. Caso a negociação seja feita, será feito um trabalho de pavimentação e iluminação para que essas mais de 200 famílias vivam em condições dignas”, finalizou.
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