Fiat Chrysler tem prejuízo de 1,7 bilhões de euros no 1° trimestre com coronavírus


Empresa aproveitou a divulgação dos resultados para garantir que a fusão com o Grupo PSA acontecerá entre o final de 2020 e o início de 2021. Fiat Chrysler Automobiles (FCA)
Rebecca Cook/Reuters
A Fiat Chrysler (FCA) divulgou nesta terça-feira (5) que teve um prejuízo líquido de 1,7 bilhão de euros no primeiro trimestre deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado, como consequência da pandemia do coronavírus.
Montadoras paralisam atividades durante a pandemia
No primeiro trimestre de 2019, a companhia teve lucro líquido de 508 milhões de euros – contra o prejuízo líquido de 1,7 bilhão de euros de 2020. Nas vendas, os números foram 21% menores em unidades (818 mil) e 16% menores em faturamento (20,6 bilhões de euros).
“Em meio a essa adversidade sem precedentes, a prioridade da FCA tem sido a saúde e a segurança de seus funcionários e comunidades. A pandemia teve e continua a ter um impacto significativo em nossas operações”, disse Mike Manley, diretor-executivo da FCA.
Segundo a empresa, na América Latina, foram 106 mil carros vendidos, representando uma queda de 12%. A receita líquida caiu 32%.
Apesar de ter boas perspectivas com a retomada das atividades na China e na Itália, mesmo que de forma gradual, a FCA preferiu retirar previsões de resultado para o ano.
Fusão garantida
A FCA aproveitou a divulgação dos resultados para garantir o comprometimento da fusão com o Grupo PSA, dono de Peugeot, Citroën, Opel e DS, anunciada no final de 2019.
“Juntos, os dois grupos continuam avançando nos vários fluxos de trabalho de fusão e continua comprometidos em concluir a transação até o final deste ano ou no início de 2021”, disse a empresa no comunicado.
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