Fernanda Abreu reúne 20 ‘lados B’ da discografia solo em coletânea com capa feita por Luiz Stein


♪ Em 2020, a pandemia do covid-19 inviabilizou o plano de Fernanda Abreu de sair em turnê pelo Brasil para festejar os 30 anos de carreira solo alavancada em 1990 pela edição do álbum Sla radical dance disco club.
Nem por isso a cantora e compositora ficou parada. Além de ter lançado em agosto a coletânea Slow dance (2020) com a reunião de baladas recolhidas em discografia calcada no groove e essencialmente direcionada para a pista, Fernanda editou em dezembro o registro ao vivo do show Amor geral (2016), perpetuado no CD e DVD Amor geral (a)live (2020).
E a festa continua neste ano de 2021. A artista se prepara para apresentar disco com remixes inéditos da discografia – previsto para sair em setembro, mês em que essa sempre jovem senhora carioca completa 60 anos – e, antes, joga na rede uma segunda coletânea em formato exclusivamente digital, Labo B, editada através de parceria do selo da artista, Garota Sangue Bom, com a gravadora Universal Music.
Com capa elegante que expõe arte criada por Luiz Stein a partir de foto de Tuto Ferraz, a compilação Lado B chega ao mundo digital na próxima quinta-feira, 29 de julho, com a reunião de 20 fonogramas que, como o título já explicita, obtiveram menos repercussão ao longo dos 30 anos de carreira solo da artista sem que sejam necessariamente menos interessantes do que os hits da cantora.
“Se existe uma vantagem nessa era do consumo de música nos meios digitais, é a facilidade de criarmos novos álbuns e coletâneas virtuais, movimentando nossos catálogos sem a necessidade de fabricar e distribui-los fisicamente num país gigante como o Brasil. A ideia do Lado B é reunir músicas do meu repertório que não são tão conhecidas do grande público, que não se tornaram hits, mas que representam a minha trajetória e a minha assinatura musical. Afinal, conhecer o lado B de um artista é conhece-lo mais íntima e profundamente”, argumenta Fernanda Abreu.
Entre as 20 músicas da coletânea Lado B, há faixas de todos os seis álbuns de estúdio lançados pela cantora entre 1990 e 2016. Do já mencionado álbum inicial Sla radical dance disco club, há Vênus cat people (Fausto Fawcett e Carlos Laufer, 1990). Do sucessor Sla 2 – Be sample (1992), a artista selecionou Sigla latina do amor (Sla 2) (Fernanda Abreu, Fausto Fawcett, Marcelo Lobato e Falcon, 1992).
Do aclamado álbum Da lata (1995), Lado B rebobina Tudo vale a pena (1995), parceria de Fernanda com o então desconhecido Pedro Luís que, com o tempo, virou quase hit alternativo. Do álbum Entidade urbana (2000), há Fatos e fotos (Fernanda Abreu e Lucas Santtana, 2000) e Sou da cidade (Fernanda Abreu, Rodrigo Campello e Liminha, 2000).
O álbum Na paz (2004) está representado por músicas como A onça (Fernanda Abreu e Rodrigo Campello, 2004) e Zazuê (Fernanda Abreu, Rodrigo Campello e JR Tostoi, 2004). De Amor geral (2016), por ora o último álbum de estúdio da artista, a compilação Labo B dá nova chance à canção O que ficou (Fernanda Abreu, Thiago Silva e Qinho, 2016).