Família de Camilla Abreu pede em ato que acusado de feminicídio seja expulso da PM 


Ato pede ainda condenação rápida de autores de feminicídio e políticas públicas de apoio a mulheres vítimas de violência doméstica.  Ato contra crimes de feminicídio aconteceu diante do Fórum Cível e Criminal de Teresina.
Lorena Linhares/G1
A família da estudante Camilla Abreu, morta em outubro de 2017, participou na manhã desta quinta-feira (12) de um ato contra casos de feminicídio no Piauí, diante do prédio do Tribunal de Justiça do estado. Um dos pedidos da família é a imediata exclusão do acusado, o capitão Allisson Wattson, dos quadros da PM. O ato teve performance artística e cartazes pedindo o fim da violência contra a mulher.
“Estamos em uma situação difícil, nos deram um prazo de dois meses para a exclusão do assassino, mas já se foram nove meses, a polícia já concluiu o inquérito, o caso já saiu do palácio do governo e ainda não temos resposta e não entendemos o motivo da morosidade, de ele ainda não ter sido excluído da corporação”, questionou o tio de Camilla, Jandeilton Abreu.
Este é o quinto ato contra crimes de feminicídio no estado. Ao todo, segundo a secretaria de segurança, este ano o total de casos ocorridos já atingiu 78% do total registrado em 2018. Foram 18 mulheres mortas e em 58% dos casos, os crimes foram cometidos por pessoas com quem a mulher tinha um relacionamento afetivo, seja marido ou namorado. Destes, 38% aconteceram dentro da casa da vítima, ou residência que a vítima dividia com o autor.
Cláudia Modesto, da Frente Popular de Mulheres que Lutam Contra a Violência Doméstica e o Feminicídio, os participantes do ato entregarão uma carta ao juiz Hamilton Bezerra Lima, diretor do Fórum Cível e Criminal de Teresina, com reivindicações a respeito do apoio às vítimas.
“Nosso ato é de luta por políticas públicas, de atendimento à mulher que não tem condições de sair de sua casa quando é vítima de violência, porque não tem independência financeira”, explicou.