‘Falcão e o Soldado Invernal’ foi feito como ‘um filme de seis horas’, diz diretora


Kari Skogland, cineasta responsável pela 1ª temporada, fala com o G1 sobre relação entre os super-heróis e os atores que os interpretam e sobre os temas da série, que estreia nesta sexta-feira (19). Diretora Kari Skogland fala sobre ‘Falcão e o Soldado Invernal’
Depois de prestar homenagem à televisão em sua primeira série no Disney+, a Marvel agora volta às suas ambições cinematográficas com “Falcão e o Soldado Invernal”.
A nova produção estrelada pelos super-heróis dos estúdios, que substitui “Wandavision” com episódios lançados toda semana, estreia nesta sexta-feira (19).
Com seis capítulos de pouco menos de uma hora, a série busca manter o pensamento e a qualidade que fãs esperam nos cinemas.
“Desde o começo, constantemente falamos ‘estamos fazendo um filme de seis horas. É isso que estamos fazendo'”, diz a diretora Kari Skogland em entrevista ao G1. Assista ao vídeo acima.
Anthony Mackie e Sebastian Stan em cena de ‘Falcão e o Soldado Invernal’
Divulgação
Canadense com longa experiência em televisão, ela foi responsável pela direção de todos os seis capítulos da temporada.
“Estou trabalhando com a equipe da Marvel que fez os filmes. Do time, ninguém é do lado da TV. Então, todos trouxeram o pensamento de cinema com eles.”
Mais que amigos, parceiros
Como o próprio nome deixa bem claro, a série une os dois principais parceiros do Capitão América (Chris Evans), que nos filmes já mostravam uma interessante química quase fraternal.
Sebastian Stan em cena de ‘Falcão e o Soldado Invernal’
Divulgação
Estão de volta então o Bucky interpretado por Sebastian Stan, amigo do herói apresentado em “Capitão América: O primeiro vingador” (2011) e vilão redimido de “Capitão América 2: O Soldado Invernal” (2014), e o Falcão/Sam Wilson de Anthony Mackie, introduzido também na sequência.
“Nos inspiramos muito nos clássicos de duplas de policiais, como ‘Máquina Mortífera’ e ’48 horas'”, conta Skogland.
“Mas eles também, como pessoas, são muito amigos. Então fizemos muita improvisação. É muito divertido estar com eles, e eles próprios sempre fazem o outro rir o tempo todo.”
Além da dupla, retornam Emily VanCamp como Sharon Carter, ex-agente da Shield que teve um relacionamento complicado com o Capitão (considerando que ela era sobrinha do amor de sua vida, Peggy), e Daniel Brühl como Zemo, o grande vilão de “Capitão América: Guerra Civil” (2016).
Ponto de partida
Os heróis se unem após os acontecimentos de “Vingadores: Ultimato”, que terminou com um Steve Rogers idoso passando o icônico escudo para o Falcão.
Anthony Mackie em cena de ‘Falcão e o Soldado Invernal’
Divulgação
Desconfortável com o peso da responsabilidade, Sam busca o equilíbrio entre seu novo papel e as dificuldades financeiras de sua família, enquanto Bucky tenta entender seu novo lugar no mundo.
As incertezas funcionam como pontos fundamentais em uma série que começa muito mais séria que “Wandavision”, que transitou entre brincadeiras com produções clássicas da histórias da televisão americana e tópicos mais complexos como luto.
“É uma história muito diferente. A maneira como contamos é bem diferente”, afirma a diretora, que tem no currículo a direção de um episódio de uma série estrelada por outro herói do lado mais militar da Marvel, “Justiceiro”.
“O que você pensa que sabe, não sabe. Mas nós realmente examinamos nossos temas e vamos por caminhos com conversas bem difíceis sobre raça, sobre nacionalismo, sobre o que é ser um herói, e como esses personagens se encontram.”
Anthony Mackie e Sebastian Stan em cena de ‘Falcão e o Soldado Invernal’
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