Estiagem, fertilidade e manejo de pragas e doenças são assuntos do balanço da safra de soja da Fundação MS


Circuito de palestras com balanço vai percorrer seis municípios polos no cultivo da soja no estado. Fundação MS promove ciclo de palestras com balanço da safra de soja em polos de produção da cultura
Anderson Viegas/G1 MS
A Fundação MS, uma das principais instituições de pesquisas do agro de Mato Grosso do Sul, inicia nesta quarta-feira (24) um circuito de palestras por seis municípios polos no cultivo de soja no estado. O objetivo é fazer um balanço da safra 2018/2019 da oleaginosa. Durante o evento serão apresentados dados sobre o efeito da estiagem, fertilidade do solo e manejo de pragas e doenças no ciclo.
O circuito começa por Maracaju, que se manteve na safra 2018/2019 como o maior produtor de soja do estado. Segundo dados do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (SIGA), da Aprosoja/MS e Sistema Famasul, com uma área cultivada de 294,274 mil hectares, colheu nesta temporada 817,732 mil toneladas do grão. O evento será no Tatersal do Sindicato Rural a partir das 8h.
Durante o evento, o pesquisador Douglas Gitti vai falar sobre estudos de manejo e fertilidade de solo. Ele explica que essas informações vão servir para orientar o produtor rural sobre as técnicas que podem ser adotadas nas próximas safras para manter o potencial produtivo da soja em condições de estresse hídrico.
Na safra 2018/2019, a projeção inicial da Aprosoja/MS apontava que o estado poderia colher cerca de 10 milhões de toneladas do grão, mas em razão da estiagem prolongada que atingiu algumas das principais regiões produtoras em dezembro e janeiro, somada a altas temperaturas (veranicos), houve uma quebra de safra. O volume final foi de 8,800 milhões de toneladas.
Além de Gitti, também serão apresentadas no circuito os estudos dos pesquisadores André Bezerra e José Fernando Jurca Grigolli. O primeiro vai focar no ambiente de produção, visando posicionar os produtores e técnicos agrícolas sobre os materiais que exploraram da melhor maneira o potencial de cada ambiente.
Já Grigolli vai abordar o manejo das pragas e doenças que mais atacaram a cultura no estado neste ciclo. “Em geral, a safra 18/19 apresentou muitos problemas com percevejo e mosca branca. São duas pragas importantes, sendo que o percevejo já é tradicional, no entanto, em algumas ocasiões, sua população chegou a estar três vezes superior em relação ao ano passado”, comentou.
Segundo o presidente da Fundação MS, Luciano Mendes, as informações são ferramentas para o produtor rural se abastecer de conteúdo técnico de qualidade e potencializar os resultados de sua propriedade. “As informações são sempre atualizadas com base em estudos recentes da entidade que trazem, na prática, resultados de pesquisas que auxiliam o produtor rural na escolha dos melhores insumos para sua lavoura”.
Depois de Maracaju o circuito será promovido em Dourados (10 de maio), Anaurilândia (21 de maio), Ivinhema (22 de maio), Rio Brilhante (23 de maio) e São Gabriel do Oeste (24 de maio).