Especialista ensina como dar preços a produtos e lucrar no próprio negócio; veja relatos de empreendedores


Consultor do Sebrae lista principais ações que podem garantir o saldo positivo nas contas de quem é empreendedor. ‘Sua Chance’: veja como calcular o preço dos seus produtos e serviços
Ter o próprio negócio nutre uma preocupação difícil de ser dissipada pelos empreendedores: a necessidade em obter lucro no fim do mês, seja em períodos de crise ou de baixa demanda no mercado. O consultor do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) Diego de Souza afirma que é essencial saber precificar adequadamente os produtos e serviços oferecidos, e dá dicas de como fazer o cálculo.
O primeiro passo, segundo o consultor, é calcular quanto o empreendedor deseja receber ao final de cada mês e, depois disso, dividir a quantia pelo número de horas dedicadas ao serviço.
“A partir daí, nós vamos ter uma noção de qual o valor da hora. Além desse fator, eu [empreendedor] preciso incluir todos os custos envolvidos na operação”, orienta.
Especialista aponta como precificar produtos oferecidos em microempresas
Reprodução/EPTV
Dicas para aprender a dar preço
Pesquisar preços dos concorrentes
Manter um padrão de preços
Calcular o valor entregue ao cliente
Trabalhar com um custo médio nos produtos utilizados
Calcular os custos extras provenientes de taxas (máquinas de cartão, etc)
Descontos no preço não podem virar regra
Identificar o público alvo (segmentar o negócio)
Dificuldades na hora de empreender
Três empreendedores, que se dividem entre os ramos de artesanato, fotografia e confeitaria, foram ouvidos pela EPTV, afiliada da TV Globo, e fazem as contas de formas diferentes para não fechar o mês no vermelho. Nem todos os métodos apresentados pelos empreendedores são, de fato, recomendáveis por especialistas.
Os microempresários relatam que possuem dificuldades na hora de obter lucro com os serviços oferecidos, justamente por não seguirem os passos indicados pelo especialista.
Eliana Ambrosetti é artesã e tem dificuldades em calcular o valor cobrado pelos produtos
Reprodução/EPTV
Para a artesã Eliana Ambrosetti, a dificuldade maior está em calcular o valor a ser cobrado pelo tempo que ela gasta ao produzir os materiais comercializados, além de precificar a técnica empreendida.
“Você leva, às vezes, sete ou oito horas para confeccionar [os produtos]. As pessoas querem ter o lucro pelo menos, poder viver disso”, relata.
Fotógrafo de Campinas (SP) tenta cobrar um valor justo pelo trabalho
Reprodução/EPTV
Já o fotógrafo Aureliano Filho explica que pesquisou o valor cobrado pelos concorrentes antes de definir quanto atribuiria aos serviços prestados por ele.
“Sempre faço um preço de acordo com a condição que a pessoa tem. Por ser uma loja de bairro, acaba sendo mais barato”, conta.
A confeiteira Renata de Oliveira recorda que está há quatro anos no ramo de bolos decorativos e que, ao longo do tempo, aprendeu que calcular o valor final do produto com base no custo dos materiais envolvidos faz diferença.
“Normalmente eu calculo o valor mais caro dos ingredientes, porque dessa forma eu consigo ter alguma vantagem. Ao mesmo tempo, se eu pago mais caro, tenho que arcar com isso também”, reconhece.
Ela conta que não costuma diminuir o valor cobrado pelos bolos vendidos. “O meu preço é calculado, então eu não costumo dar descontos”.
A confeiteira Renata de Oliveira evita dar descontos na hora de negociar com os clientes
Reprodução/EPTV
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