Escolas da rede municipal de SP entram em recesso a partir desta quarta-feira


Apenas cinco creches ficarão abertas para atender filhos de trabalhadores das áreas essenciais. Prefeitura de SP decidiu antecipar recesso de julho e suspender atividades até 1° de abril para tentar conter avanço de casos de coronavírus. Funcionária limpa mesas para demonstrar medidas de limpeza para a volta às aulas na rede municipal de ensino de São Paulo, em evento da prefeitura na Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) São Paulo, na Vila Clementino, em foto do dia 14 de janeiro.
TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO CONTEÚDO
As escolas municipais da cidade de São Paulo entraram em recesso nesta quarta-feira (17). A prefeitura decidiu antecipar o recesso escolar de julho até o dia 1° de abril e suspender a autorização para atividades presenciais em todas as redes de ensino da cidade.
A medida tenta reduzir o número de pessoas circulando na cidade e, assim, conter o avanço do número de casos de coronavírus. Desde a última segunda (15), todo o estado de SP está na fase emergencial, a mais restritiva da quarentena.
As aulas serão retomadas no dia 5 de abril. A rede particular, entretanto, poderá adotar outra medida, desde que respeite a determinação de não receber alunos presencialmente.
Segundo a gestão municipal, o crédito do cartão merenda será depositado às famílias do dia 22 de março e permanecerá sendo feito durante a pandemia.
Durante o recesso, a parte administrativa das escolas funcionará em esquema de rodízio. Além das equipes de limpeza, também permanecerão trabalhando as mãe contratadas como agentes de protocolo contra Covid.
Filhos de trabalhadores do serviço essencial
Durante o recesso, apenas cinco creches ficarão abertas para atender alunos da rede que os pais ou responsáveis trabalham em áreas essenciais.
A Prefeitura diz que poderá oferecer transporte escolar e ampliar o número de unidades caso exista demanda.
Prefeitura de SP estuda ampliar número de creches abertas para atender filhos de trabalhadores de serviços essenciais
A assistência é realizada nas unidades polo. A criança não será atendida no centro educacional que frequenta. Para ter acesso ao serviço, é preciso fazer um cadastro no site da prefeitura.
O endereço pra inscrição pode ser encontrado aqui.
Unidades que funcionarão para atender crianças filhas de profissionais de serviços essenciais
Reprodução/TV Globo
Confira o endereço das Unidades Polo:
CEI Jardim Monte Azul – DRE Campo Limpo: Avenida Tomas de Souza, 874 – Jardim Monte Azul
CEI Monteiro Lobato – DRE Freguesia/Brasilândia: Avenida Dep. Emílio Carlos, 3694 – Vila Nova Cachoeirinha
CEI Salesiana Domingos Savio – DRE Penha: Rua Porto da Folha, 57 – Vila Matilde
CEI Sonho Nosso – DRE Pirituba/Jaraguá: Avenida Menotti Laudísio, 675 – Jardim Cidade Pirituba
CEI Bem TE VI – DRE Santo Amaro: Rua das Bicuíbas, 70 – Jabaquara
Justiça
No sábado (13), o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Geraldo Francisco Pinheiro Franco, suspendeu as liminares que proibiam a convocação de professores e a realização de aulas presenciais nas escolas públicas estaduais e municipais e particulares em cidades que estiverem nas fases vermelha e laranja do Plano SP.
Assim, ao término da fase emergencial, em 30 de março, o governo do estado e as prefeituras poderão liberar o retorno às aulas presenciais.
O presidente do TJ entendeu que a decisão liminar interfere na separação entre os Poderes e que cabe ao Executivo decidir o melhor momento de retorno às aulas.
VÍDEO: Governo de SP anuncia novas medidas de restrição para combater transmissão da Covid
Fase emergencial
A fase emergencial prevê regras mais rígidas de funcionamento da fase vermelha da quarentena. As medidas entraram em vigor nesta segunda (15) e devem permanecer até o dia 30.
A gestão de João Doria (PSDB) suspendeu a liberação para realização de cultos, missas e outras atividades religiosas coletivas, além de todos os eventos esportivos, como jogos de futebol, e instituiu o toque de recolher das 20h às 5h, que prevê maior fiscalização para evitar a circulação de pessoas nas ruas.
Alguns serviços que estavam na lista dos considerados essenciais, como lojas de materiais de construção, foram excluídos e deverão permanecer fechados.
Foi ainda determinado o teletrabalho obrigatório para atividades administrativas não essenciais, e vetada a retirada presencial de mercadorias em lojas ou restaurantes. Apenas serviços de delivery poderão operar.
Sistema de saúde em colapso
Nesta terça (16), a cidade tinha oito dos 15 hospitais municipais com as unidades de terapia intensiva (UTIs) lotadas. A capital registra 2.020 mil pacientes internados, sendo a maioria, 1.058, em leitos de UTI.
O sistema de saúde da capital está cada vez mais pressionado. Há oito dias, as taxas de ocupação de leitos estão acima de 80%, em média.
A explosão de casos também afeta a rede particular, que solicitou 30 leitos do SUS por não conseguir dar conta da demanda. Segundo o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, o pedido é “algo inédito”.
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