Escolarizados e idosos têm maiores quedas salariais na RMC em fevereiro, diz PUC-Campinas

Vencimentos caíram 7% no geral, mas a média dos que têm superior completo caiu 12,86%. Redução dos que tem 65 anos ou mais foi de 23,53%. Estudo do Observatório da PUC-Campinas, divulgado nesta quarta-feira (27) com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), aponta queda de 7% nos salários dos profissionais admitidos na Região Metropolitana de Campinas (RMC) em fevereiro de 2019, em relação a janeiro último.
O levantamento destaca ainda que os trabalhadores com grau superior completo, e os de 65 anos de idade ou mais foram os que registraram as maiores quedas nos salários médios entre os admitidos na região.
Escolaridade
Características do saldo de emprego gerado na RMC por escolaridade
Grau de instrução
De acordo com o laboratório da PUC, o salário médio de quem tem curso superior completo caiu de R$ 3.367,34 para R$ 2.934,72, de janeiro a fevereiro. Uma redução de 12,86%.
As duas outras maiores quedas foram para os profissionais com superior incompleto e médio completo, com 5,9% cada um.
Faixa etária
Os dados do Caged tabulados pelo Observatório da PUC destacam quedas salarias para todas as faixas salariais. Os maiores percentuais foram para os profissionais com 65 anos ou mais, e entre 50 e 64, com queda de 23,53% e 12,15%, respectivamente.
Características do saldo de emprego gerado na RMC por faixas de idade
5 mil vagas na microrregião
A microrregião de Campinas (SP), formada por 16 municípios, gerou 5.027 vagas de emprego formal em fevereiro de 2019, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta segunda (25), pelo Ministério da Economia. É o melhor desempenho para o mês em cinco anos.
Economista e professora da PUC-Campinas, Eliane Rosandiski destaca que o crescimento do emprego formal “é sempre positivo”, por oferecer ao trabalhador mais garantias, mas que é preciso cautela para avaliar os dados, uma vez que a geração de vagas ainda está mais atrelada a segmentos de baixa produtividade, como serviços pessoais.
“São setores que não conseguem movimentar a economia, pela baixa remuneração. O setor industrial, que sempre foi de alta produtividade, precisa voltar a crescer para essa roda da economia girar”, explica.
Saldo de empregos na microrregião
Fev/19: 5.027
Fev/18: 1.758
Fev/17: 2.120
Fev/16: -450
Fev/15: 1.705
Fev/14: 5.795
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