Enem digital tem 68% de abstenção, anuncia Inep


Novo formato do exame, aplicado em computador, deverá virar o padrão para todos os candidatos em alguns anos. Candidatos são dispensados do Enem digital após erro no sistema em Taguatinga, no DF
Walder Galvão/G1
O Inep, organizador do Enem, anunciou uma abstenção de 68% entre os 96 mil candidatos confirmados na versão digital do exame, que ocorre neste domingo e no próximo (7/2). Um total de 34.590 pessoas fizeram a prova.
O presidente do Inep, Alexandre Lopes, disse que “tivemos alguns problemas, mas todo processo inédito está sujeito a obstáculos”. Candidatos de Belo Horizonte tiveram que esperar até 2 horas para o início da prova e, no Distrito Federal, estudantes foram dispensados após erro no sistema.
No Amapá, o único local do exame no estado apresentou problemas estruturais e foi interditado. De acordo com Lopes, 93 mil máquinas foram usadas no Enem digital.
Sobre o alto número de abstenções, declarou que é “em função da pandemia”.
Formato digital do Enem divide opiniões de candidatos após saída da prova
Em entrevista ao G1 na sexta, o presidente do Inep disse que a experiência da versão digital amplia as possibilidades para o futuro. “Pode botar vídeo, gamificação [na questão]. A gente pode fazer provas muito mais interativas.”
Apesar de a prova ser digital, a redação é manuscrita, não digitada.
Neste ano, serão três versões diferentes do Enem:
impressa, em 17 e 24 de janeiro;
impressa, em 23 e 24 de fevereiro, na reaplicação do exame (para candidatos do Amazonas, por exemplo, onde a prova foi adiada; privados de liberdade; afetados por problemas logísticos, como falta de luz no local de prova; e pessoas com doenças infectocontagiosas);
digital, em 31 de janeiro e 7 de fevereiro.
São questões e temas de redação diferentes. O nível de dificuldade, por outro lado, é sempre o mesmo, por causa da Teoria de Resposta ao Item (entenda aqui).
O Inep divulgou um tutorial sobre a prova digital:
Vídeos sobre Enem