Enem 2021: como é feita a correção da redação?

Saiba quantos professores avaliam o texto, como as notas são atribuídas e que características podem fazer a redação ter a nota zerada. Faltando menos de um mês para o primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021, podem surgir algumas dúvidas como: o que fazer para tirar nota máxima na redação? Como é feita a correção? O que faz a redação ter a nota zerada?
O g1 conferiu o Guia do Participante referente à redação do Enem 2020, disponibilizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que responde a estas perguntas.
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Confira abaixo:
Quem corrige a redação?
O texto entregue pelo participante é avaliado por dois professores graduados em Letras ou Linguística. Cada avaliador tem independência para avaliar e atribuir uma nota à redação, sem conhecimento da nota do outro.
Como a nota é obtida?
Para construir a nota, os professores consideram as seguintes competências:
Competências da redação do Enem
Cada avaliador deve atribuir uma nota de 0 a 200 a cada competência, podendo totalizar 1 mil pontos nas cinco. A nota dos avaliadores serão somadas e divididas por dois, e o resultado encontrado será a pontuação do candidato. Ou seja, para tirar 1 mil na redação, é preciso “gabaritar” na avaliação dos dois professores.
Há exceção no método de correção?
As notas atribuídas pelos dois avaliadores iniciais podem apresentar discrepância, caso:
diferirem em mais de 100 pontos no total; ou
obtiverem diferença superior a 80 pontos em qualquer uma das competências.
Se isso acontecer, um terceiro professor, de forma independente, avalia a redação. As duas notas que forem mais próximas serão consideradas, somadas e divididas por dois, e o resultado será a nota do candidato.
Se a discrepância permanecer depois da terceira avaliação, a redação passa a ser avaliada por uma banca composta por três professores, responsáveis por atribuir a nota final do participante.
Quando a redação é zerada?
Ainda de acordo com o Guia do Participante, a redação pode ser zerada pelos avaliadores se apresentar uma das seguintes características:
fuga total ao tema;
não obediência ao tipo dissertativo-argumentativo;
extensão de até 7 (sete) linhas manuscritas, qualquer que seja o conteúdo, ou extensão de até 10 (dez) linhas escritas no sistema Braille;
cópia de texto(s) da Prova de Redação e/ou do Caderno de Questões sem que haja pelo menos 8 linhas de produção própria do participante;
impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação, em qualquer parte da folha de redação;
números ou sinais gráficos sem função clara em qualquer parte do texto ou da folha de redação;
parte deliberadamente desconectada do tema proposto;
assinatura, nome, iniciais, apelido, codinome ou rubrica fora do local devidamente designado para a assinatura do participante;
texto predominante ou integralmente escrito em língua estrangeira;
folha de redação em branco, mesmo que haja texto escrito na folha de rascunho; e
texto ilegível, que impossibilite sua leitura por dois avaliadores independentes.
Como é avaliada a redação de candidatos surdos ou com deficiência auditiva?
Devem ser adotados mecanismos de avaliação coerentes com o aprendizado da língua portuguesa como segunda língua, que valorize o aspecto semântico e reconheça a singularidade linguística manifestada no aspecto formal da Língua Portuguesa, como descrito no Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005.
Como é avaliada a redação de candidatos com dislexia?
Devem ser adotados critérios de avaliação que considerem questões linguísticas específicas relacionadas à dislexia.
Como é avaliada a redação de candidatos com Transtorno do Espectro Autista?
Desde a edição de 2020 do Enem, redações de participantes que apresentam transtornos do espectro passaram a ser avaliadas por uma banca especializada. Os critérios de avaliação devem levar em conta questões linguísticas específicas relacionadas ao autismo, conforme o inciso VI do art. 30 da Lei nº 13.146, de 6 de junho de 2015.