Enem 2020: Defensoria Pública da União entra com pedido para adiar provas do exame marcadas para janeiro

.O documento diz que “não há maneira segura para a realização de um exame com quase seis milhões de estudantes neste momento”. A Defensoria Pública da União fez um pedido de tutela de urgência para o adiamento das provas marcadas para 17 e 24 de janeiro (versão impressa) e 31 de janeiro e 2 de fevereiro (versão digital). Originalmente, o Enem seria feito em novembro, mas foi adiado devido à pandemia.
O Enem 2020 tem 5,78 milhões de candidatos confirmados.
O documento da defensoria diz que “não há maneira segura para a realização de um exame com quase seis milhões de estudantes neste momento, durante o novo pico de casos de COVID-19. Qual será o impacto de mais um aumento exponencial de contaminações em decorrência do ENEM, que não se restringirá apenas a estudantes e funcionários, mas também a seus familiares e pessoas de suas convivências, em um sistema de saúde já colapsado em muitas cidades, como novamente se vê em Manaus e no Rio de Janeiro, apenas para ficar em dois exemplos bastante elucidativos”.
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Em entrevista ao G1 nesta terça (5), o presidente do Inep, Alexandre Lopes, descartou um novo adiamento, e disse que o órgão está preparado para fazer a prova com a pandemia.
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A União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) entraram mais cedo nesta sexta com a representação no Ministério Público Federal (MPF) contra o Ministério da Educação (MEC) e o Inep, autarquia responsável pelo exame.
Na ação, a UNE e a Ubes afirmam que esperavam maior protagonismo do MEC na articulação da rede pública para enfrentar os problemas da educação na pandemia.
“Ao contrário, o MEC e o Inep se mantiveram inertes até que inúmeras ações judiciais pedissem o adiamento do exame e, após serem convencidos da necessidade do adiamento, não dialogam adequadamente com as partes interessadas (secretarias de educação, universidades e estudantes) para definição de uma nova data, desconsiderando absolutamente o resultado da consulta pública realizada através do seu próprio portal”, cita a ação encaminhada ao MPF.
O texto se refere à enquete feita pelo governo com candidatos do Enem para escolher uma nova data do exame. No levantamento, venceu a data de maio, mas a prova foi remarcada para janeiro.
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