Empresário denunciado na ‘Poseidon’ deixa presídio em Uberlândia

Habeas corpus de Daniel Teodoro foi concedido há dois dias, mas alvará de soltura foi cumprido nesta quinta (29). O empresário Daniel Vasconcelos Teodoro deixou o Presídio Professor Jacy de Assis, em Uberlândia, na madrugada desta quinta-feira (29). Ele foi denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE) durante a Operação “Poseidon”, que investigou irregularidades em três contratos firmados entre a empresa dele, Araguaia Engenharia, e o Departamento Municipal de Água e Esgoto de Uberlândia (Dmae).
Vasconcelos cumpria prisão preventiva e estava na unidade prisional há cerca de 40 dias. O habeas corpus foi concedido pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) na última terça-feira (27), e segundo a defesa do réu, o alvará de soltura só foi cumprido por volta das 2h desta quinta.
A demora no cumprimento ocorreu devido ao recesso do Judiciário, uma vez que o TJ não endereçou o alvará para a Vara de plantão da comarca de Uberlândia.
Outros denunciados
O ex-vereador David Thomaz Neto, que também foi preso na operação, foi liberado do presídio ainda na terça-feira. David ocupava o cargo de diretor-geral adjunto do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) na época dos fatos.
Os outros quatro denunciados pela Promotoria de Justiça de Uberlândia, por meio do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), terão os recursos julgados na segunda instância na próxima semana. A previsão é que o habeas corpus seja apreciado pelo Tribunal na quarta-feira (4), às 13h30.
Operação ‘Poseidon’
A operação ”Poseidon” foi deflagrada no dia 19 de fevereiro e já no dia 28 do mesmo mês ocorreu a segunda fase.
Além de David e Daniel foram presos o ex-servidor do Dmae que ocupava cargo na Secretaria Municipal de Obras, Manoel Calhau Neto, o engenheiro João Paulo Voss, o diretor-técnico do Dmae, Carlos Henrique Lamounier Borges, e o ex-diretor geral do departamento em 2012, Epaminondas Honorato Mendes.
Conforme a denúncia oferecida pelo Gaeco, o Dmae realizou um financiamento de mais de R$ 36 milhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em 2010.
A justificativa apresentada para o financiamento era a expansão do sistema de água no município, abrangendo a reforma e a ampliação da capacidade da estação de tratamento de água de Sucupira, e a implantação da adutora Santo Inácio – Luizote de Freitas e dos reservatórios Bom Jardim, Custódio Pereira, Centro e Sucupira.
O processo licitatório para a execução das obras foi vencido pela construtora Araguaia, empresa com a qual foram assinados diferentes contratos. No entanto, de acordo com o texto da denúncia, a empresa não poderia participar da licitação e manipulou documentos para obedecer às regras do processo.

Powered by WPeMatico