Emissões de passaportes em Campinas aumentam 41% no primeiro quadrimestre, diz PF


Dados fornecidos pela polícia ao G1 indicam 37,8 mil documentos confeccionados entre janeiro e abril deste ano. Levantamento indica que total subiu 82% no período 2016-2018; veja como tirar. Emissão de passaportes aumentou em Campinas
Agência Brasil
As emissões de passaportes em Campinas (SP) aumentaram 41,2% no primeiro quadrimestre deste ano, no comparativo com mesmo período de 2018, segundo dados fornecidos pela Polícia Federal ao G1. O levantamento indica que de janeiro a abril foram confeccionados 37,8 mil documentos, ante 26,7 mil nos quatro primeiro meses do intervalo anterior. Veja abaixo detalhes no gráfico.
A cidade conta atualmente com dois postos para solicitação e retirada: Shopping Parque das Bandeiras e Aeroporto de Viracopos. A pesquisa inclui os modelos comum e para estrangeiros.
Os dados também mostram que em 2018 houve alta pelo segundo ano consecutivo e chegou a 90,4 mil, total que representa alta de 82,1% em relação ao ano de 2016, de acordo com a PF.
1º quadrimestre
Emissões
2018: 26.788
2019: 37.836
Entregas
2018: 25.776
2019: 36.392
O tempo de espera por um agendamento para emissão de passaporte comum varia de acordo com a época do ano e o lugar do país. Os requerentes devem pagar uma taxa de R$ 257,25 para a emissão do documento e a validade é de dez anos. Clique e tire dúvidas sobre o procedimento.
Explicações
O economista Roberto Brito de Carvalho, da PUC-Campinas, avalia que o momento econômico do país não favoreceu os turismos de negócios ou de lazer, embora ambos tenham fluxos que repercutem.
Prova disso é de que, entre janeiro e abril, o Aeroporto de Viracopos registrou o melhor fluxo de passageiros no período desde 2015 e associou o resultado às rotas internacionais que compreendem Orlando, Fort Lauderdale, Lisboa, Paris, Buenos Aires, Porto e Bariloche.
Sem desconsiderar os passageiros que “renovaram” o documento no período, ele considera que os dados também abrangem uma série de pessoas que planejam ou já deixaram o país em busca de melhores condições de vida, incluindo oportunidades de trabalho e estudo.
“A crise e a estagnação provocam esse desalento”, falou ao mencionar que posicionamentos atrelados ao atual cenário político também têm feito com que pessoas optem por buscar mudanças fora do Brasil.
Já o economista Mário Guerreiro acredita que a maior parte do fluxo esteja ligada aos grupos de estudantes e profissionais que realizam intercâmbios ou viajam por causa de intercâmbios, mestrados ou doutorados, além de negócios consolidados.
“São processos mais consolidados, acredito que o turismo, neste momento, represente a menor parcela”, diz o professor da Unip.
Além disso, ele pondera que Campinas apresenta indicadores econômicos superiores à média nacional. “Destoa um pouco, o PIB [Produto Interno Bruto] per capita é o dobro”, destaca.
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