Em mutação, Graveola lança álbum gerado em imersão da banda em fazenda


♪ Anunciado em março pela banda mineira Graveola com a edição do single Nosso estranho amor, o álbum In silence pode até ser percebido como mais uma trilha sonora da pandemia por algum ouvinte desavisado da gênese do disco. Só que o álbum foi gravado em abril de 2018 – durante imersão dos integrantes do grupo em fazenda – e finalizado em 2019, com produção musical de Kiko Klaus e coprodução de Henrique Staino. Ou seja, o disco ficou pronto antes de o coronavírus paralisar o universo pop.
Com sete músicas autorais, o álbum In silence é sétimo título da discografia da Graveola se posto na conta o EP London bridge (2015). Três anos se passaram entre a feitura e a edição do álbum pela gravadora Deck. Nesse período, a Graveola passou por mutações, inclusive na formação. A mais importante delas foi a saída do cantor, compositor e guitarrista Luiz Gabriel Lopes em 2019.
O caráter pacífico da partida de Lopes permitiu que ele figurasse na ficha técnica do álbum In silence, creditado como participação especial ao lado de Uyara Torrente (voz d’A Banda Mais Bonita da Cidade) e PC Guimarães (guitarrista da banda Semreceita).
Capa do álbum ‘In silence’, da banda Graveola
Arte de Helena Cintra
Luiz Gabriel Lopes é o autor de Tsunami, uma das músicas que compõem o repertório do disco In silence com Blues da esperança, Expandir, a música-título In silence, a já mencionada Nosso estranho amor, Tão tá (faixa gravada com ecos da polifonia da fase inicial do grupo e previamente lançada como segundo single do álbum) e Tanto faz.
Primeiro álbum da Graveola desde Camaleão borboleta (2016), In silence apresenta a banda com dois integrantes – Di Souza e Thiago Corrêa – recentemente incorporados a uma formação que inclui Luiza Brina, Zelu Braga, Gabriel Bruce e Bruno de Oliveira.
A capa do álbum In silence expõe arte da designer e ilustradora Helena Cintra.