Em meio a tensão comercial, China diz que ‘nunca vai se render à pressão externa’


Pequim prometeu responder à decisão dos EUA de elevar tarifas sobre produtos chineses, mas ainda não anunciou detalhes. Bandeiras da China e dos Estados Unidos em imagem de arquivo de encontro diplomático de representantes dos países em abril
Jason Lee/Reuters
A China nunca vai se render a pressões externas, disse o governo nesta segunda-feira (13), embora não tenha anunciado como Pequim vai responder depois que Washington renovou sua ameaça de impor tarifas sobre todas as importações chinesas na disputa comercial.
A guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo se intensificou na sexta-feira com os Estados Unidos elevando as tarifas sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses depois que o presidente Donald Trump disse que Pequim “quebrou o acordo” ao voltar atrás em compromissos anteriores feitos durante meses de negociações.
Trump também ordenou que o represente de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, comece a impor tarifas sobre todas as importações restantes da China, medida que vai afetar cerca de outros US$ 300 bilhões em produtos.
Pequim prometeu responder, mas ainda não anunciou detalhes.
“Quando aos detalhes, por favor continuem a prestar atenção. Copiando uma expressão dos EUA -esperem para ver”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Geng Shuang, em entrevista à imprensa.
“Dissemos muitas vezes que acrescentar tarifas não vai resolver qualquer problema. A China nunca vai se render à pressão externa. Temos a confiança e a capacidade de proteger nossos direitos legítimos e legais”, completou Geng, respondendo a uma pergunta sobre a ameaça de Trump de colocar tarifas sobre todas as importações chinesas.
A mídia estatal também apresentou comentários fortes nesta segunda-feira, reiterando que a porta da China para negociações está sempre aberta, mas prometendo defender os interesses e dignidade do país.
Os principais índices acionários chineses fecharam em baixa nesta segunda-feira. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 1,65%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 1,21%. No mês, o índice de Xangai acumula perdas de 5,7%, enquanto o CSI300 recuou 6,2%.
Na véspera, o assessor econômico do presidente dos Estados Unidos, Larry Kudlow, afirmou que existe “uma forte possibilidade” de que Donald Trump e o presidente da China, Xi Jinping, se encontrem nos bastidores do próximo encontro do G20, que acontece no mês que vem no Japão.
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