Eletrobras reverte prejuízo e lucra R$ 13,3 milhões em 2018


Em 2017, a empresa havia registrado prejuízo líquido de R$ 1,726 bilhão. A Eletrobras teve um lucro líquido de R$ 13,348 milhões em 2018, informou a companhia na madrugada desta-feira (28). Em 2017, a empresa havia registrado prejuízo líquido de R$ 1,726 bilhão.
O resultado vem do lucro de R$ 15,2 milhões com as operações continuadas, descontado o prejuízo líquido de R$ 1.879 milhão com as operações descontinuadas de suas distribuidoras.
Distribuidoras vendidas
Em dezembro, a Eletrobras concluiu a venda de seis de suas distribuidoras, com o leilão da Companhia Energética de Alagoas (Ceal), arrematado pela Equatorial Energia. Cepisa, Ceron, Eletroacre, Amazonas Energia e Boa Vista Energia já haviam sido vendidas ao longo do ano.
A venda das distribuidoras da Eletrobras era considerada fundamental para que o governo consiga levar adiante o projeto de privatização da estatal.
Leilão de privatização da Ceal
Arte/G1
Com a decisão da Eletrobras de não renovar a concessão das distribuidoras em 2016, o governo resolveu privatizar seis empresas: Ceal, Ceron, Amazonas Energia, Boa Vista, Eletroacre e Cepisa. Desde então, a Eletrobras vinha operando as companhias temporariamente.
Em fevereiro, a assembleia da Eletrobras aprovou a venda das distribuidoras. Decidiu, ainda, assumir R$ 11,2 bilhões em dívidas das empresas. Se as distribuidoras não fossem vendidas, a Eletrobras informou que faria a liquidação das empresas, ou seja, encerraria a operação. Nesse caso, a União deveria assumir a operação do serviço.
Capitalização
No início do mês, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou que a Eletrobras não será privatizada, mas capitalizada, “em modelo semelhante ao que ocorreu no passado com a Embraer”.
O governo anterior, de Michel Temer, falava em promover uma desestatização da Eletrobras, maior elétrica do Brasil, por meio de uma operação em que a empresa emitiria novas ações e diluiria a fatia governamental na companhia para uma posição minoritária.
A gestão Bolsonaro passou a adotar o termo “capitalização” para se referir ao processo, e o ministro Albuquerque chegou a dizer em algumas ocasiões que não há uma decisão fechada sobre a perda de controle da companhia pelo governo. No final de fevereiro, Albuquerque afirmou que a proposta do governo para a capitalização da Eletrobras deve estar pronta até junho.
No início deste ano, a Eletrobras abriu uma nova rodada de seu plano de demissão voluntária, com objetivo de desligar 2.187 funcionários e economizar R$ 574 milhões por ano.