Eduardo Costa e outros famosos fazem micropigmentação labial: como é a ‘maquiagem definitiva’?


Simone, dupla de Simaria, também fez. Micropigmentadora e dermatologista dão detalhes sobre processo, que não tem nada a ver com preenchimento labial e custa até R$ 2 mil. Eduardo Costa com Mariana Freitas, responsável pela micropigmentação labial do cantor sertanejo
Reprodução/Instagram
Eduardo Costa nunca escondeu sua vaidade nem que gosta de procedimentos estéticos. Muitos deles foram feitos após o acidente de avião que sofreu em 2011.
“Os preenchimentos que faço são por causa do acidente que eu tive, em que quebrei o nariz, o braço, a mão, o rosto em dois lugares. Então depois daquela vez, tive que ficar fazendo preenchimento, porque meu rosto ficou estranho, né? Em cima do nariz, afundou, porque não fiz cirurgia. O braço também, ficou quebrado sem engessar”, conta Costa ao G1.
Na lista mais recente de procedimentos estéticos feitos pelo artista está a micropigmentação labial, sem nenhuma relação com o acidente.
“Fiz só pra dar uma melhoradinha, tava da cor da pele, tava feio”, explica o cantor sertanejo.
Eduardo Costa
Reprodução/Instagram
Simone, dupla de Simaria, também mostrou recentemente, em seu Instagram, que se submeteu ao mesmo procedimento, cada vez mais comum entre famosos.
Mas o que é a micropigmentação labial?
Como o nome já diz, micropigmentação labial é um procedimento que coloca pigmento e gera uma cor diferente nos lábios. Geralmente, as pessoas optam pela técnica para esconder manchas ou cicatrizes e corrigir assimetrias. Ou, como é o caso de Eduardo, para dar mais cor a eles.
“A micropigmentação labial nos homens é feita ainda mais suave, com um pigmento mais diluído e com pouquíssimas passadas, apenas para deixar os lábios coradinhos”, explica Mariana Freitas, responsável por fazer a micropgmentação no cantor, ao publicar em sua rede social um “antes e depois” do sertanejo.
“Hoje em dia, essa técnica vem chamando muito a atenção dos homens, já que os lábios masculinos são pálidos, escuros ou sem definição”, explica Bianca Tostes. A profissional foi a responsável por fazer o procedimento em Simone.
“Essa técnica nos possibilita, trazer cor aos lábios pálidos, neutralizar lábios escuros, fazendo que fique com aspecto saudável, definir bordas e corrigir leves assimetrias, deixando mais harmônico e estético.”
É importante destacar que a técnica é diferente do preenchimento labial.
“O preenchimento é um procedimento que coloca ácido hialurônico e gera volume e um formato diferente nos lábios”, diz a dermatologista Apolônia Sales.
“Eu acredito que as pessoas confundem muito porque no dia da micropigmentação, o lábio fica um pouco inchado pelo edema do trauma. E o preenchimento com ácido hialurônico, por hidratar, deixa a cor dos lábios mais bonitas. Mas são procedimentos bem diferentes e não devem ser feitos no mesmo dia.”
Ela explica que o procedimento é parecido com o de uma tatuagem, só que é mais superficial: “É utilizado um aparelho chamado dermógrafo, que possui pequenas agulhas na extremidade, e através destas agulhas o pigmento é colocado nos lábios.”
Assim como na tatuagem, o processo também é dolorido. “Por isso é importante anestesiar a região antes com creme anestésico e anestesia infiltrativa”.
Segundo Apolônia, os tons mais buscados para os lábios são nude, natural, rosa e vermelho.
“Cor de batom é diferente da cor de micropigmentação. A maioria das pessoas busca a cor de lábio saudável, aquele rosadinho ou vermelhinho, nada muito exagerado, porque o bonito é ser natural”, cita Bianca.
Simone faz micropigmentação labial
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Apesar de também ser conhecida como maquiagem definitiva, a micropigmentação dura de dois a três anos e, geralmente, é realizada em uma única sessão (cerca de 1h30). O valor do procedimento pode variar de R$ 1,2 mil a R$ 2 mil.
Arrependimento e contraindicação
Em caso de arrependimento, é possível remover o pigmento com o mesmo tipo de laser utilizado na remoção de tatuagens.
A micropigmentação é contraindicada para:
Grávidas e pessoas em período de amamentação
Casos de infeção ativa no local (ex.: herpes, infecção bacteriana, acne inflamada ou verrugas)
Pessoas com diabetes descompensadas, em tratamento de câncer ou que façam uso de anticoagulantes
Pessoas com histórico de cicatriz hipertrófica ou queloide
E vale alertar que “o risco de alergia ao pigmento ou ao anestésico sempre existe. Como complicação pode ocorrer infecção, ativação de infecção como o herpes e formação de cicatriz em quem tem tendência”, conforme explica Apolônia.
Sem beijo
O principal cuidado antes de realizar o procedimento é a hidratação dos lábios. “Quanto mais hidratado, maior fixação do pigmento”, explica Bianca.
Já para o pós, a lista é um pouco mais extensa: “Continuar hidratando o lábio para evitar o ressecamento. Não beijar nos primeiros dias, não consumir nada ácido e evitar sol.”