Editoras condenam fala racista de David Starkey e afirmam que não publicarão mais livro do historiador

Em recente entrevista, historiador declarou que ‘a escravidão não foi genocídio, caso contrário não haveria tantos negros na África ou na Grã-Bretanha’. A HarperCollins, responsável por publicar obras de David Starkey, condenou as recentes falas racistas do historiador e anunciou que não vai publicar mais seus livros.
Na terça-feira (30), em entrevista para Darren Grimes, Starkey afirmou que “a escravidão não foi genocídio, caso contrário não haveria tantos negros na África ou na Grã-Bretanha. Você sabe, muitos deles sobreviveram”. Starkey ainda caracterizou os protestos da Black Lives Matter, após a morte de George Floyd, como “violência” e “vitimização”.
Em comunicado, a HarperCollins afirmou que as declarações de Starkey eram “abomináveis”.
“As opiniões expressas por David Starkey em sua recente entrevista são abomináveis e nós as condenamos sem reservas. Nosso último livro com o autor foi em 2010 e não publicaremos mais livros com ele”, afirmou a editora. Starkey assinou em 2006 um contrato com a editora para o lançamento de quatro livros. Havia previsão de lançamento para da segunda parte de sua biografia em setembro.
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Um representante da Hodder & Stoughton, que publicou em 2015 o livro de Starkey “Magna Carta: The Medieval Roots of Modern Politics”, também declarou ao The Guardian que não publicaria mais as obras do historiador.
“Condenamos sem reserva o racismo de qualquer forma. Publicamos um livro de David Starkey em 2015 como um projeto que marcara o 800º aniversário da Magna Carta, coincidindo com um documentário de TV. Não publicaremos mais qualquer outro de seus livros.”