É #FAKE que Fábio Porchat usou R$ 5 milhões da Lei Rouanet para financiar ‘Meu passado me condena’ e não prestou contas


Ator não tem relação com a captação de recursos para o filme. Além disso, os recursos foram captados pela Lei do Audiovisual, e não pela Rouanet. Produtora da franquia, Mariza Leão tem o documento de prestação de contas dos dois filmes em 2014 e 2015. Circula nas redes sociais mensagem que acusa o ator Fábio Porchat de ter captado R$ 5 milhões via Lei Rouanet para financiar a franquia de filmes “Meu passado me condena” sem prestar contas do uso do dinheiro. É #FAKE.
Selo fake
G1
Os filmes da franquia nem sequer receberam dinheiro via Lei Rouanet. Eles captaram recursos pela Lei do Audiovisual. Nesse mecanismo, a produtora não recebe investimento diretamente do governo ou da Ancine (Agência Nacional do Audiovisual). Os recursos captados saem de empresas privadas, que deduzem o valor investido de seu Imposto de Renda.
O primeiro filme teve pedido de financiamento de R$ 4,9 milhões via Lei do Audiovisual aprovado em 2012. No fim, ele captou e usou R$ 2,1 milhões, segundo informações do portal de Consulta de Projetos Audiovisuais da Ancine. No site, consta que o relatório final de prestação de contas foi recebido.
Já o segundo filme teve valor aprovado de R$ 8,2 milhões em 2014, mas captou e usou R$ 3 milhões, segundo o site da Ancine. A prestação de contas também foi entregue, segundo consta do portal oficial.
A produtora dos filmes, Mariza Leão, nega que tenha havido qualquer irregularidade na prestação de contas. Ao G1, ela enviou relatório referente a “Meu Passado me condena 2”, assinado e carimbado pela Ancine em novembro 2015, quatro meses após o lançamento do filme.
Prestação de contas ‘Meu passado me condena 2’
Reprodução
“A obrigação legal de um produtor é fazer a entrega da prestação de contas do projeto após tirar o certificado de produto brasileiro pra ele ser exibido nos cinemas. ‘Meu passado me condena’ foi entregue em 2014. ‘Meu passado me condena 2’ foi entregue em 2015. Ao longo desses anos todos, a Ancine não fez nenhum questionamento sobre a prestação de contas. É isso que existe”, informa a produtora.
A Ancine diz que “não comenta casos individuais e questões de projetos específicos”. Mas todas as afirmações do texto que circula não se sustentam. A principal delas: não foi Fábio Porchat quem captou esses recursos. Ele apenas atuou nos dois filmes. Quem consta como proponente dos projetos no portal da Ancine é a empresa Atitude Produções, da produtora Mariza Leão.
Por meio de sua assessoria de imprensa, Fábio Porchat refuta todas as acusações da mensagem. “A fake news é um mal moderno. Precisa ser combatida por todos os lados. Triste ter que perder tempo e energia se defendendo de mentiras, mas pelo menos eu tenho meios para isso. Penso com angústia nas vítimas que não têm como se defender.”
É #FAKE que Fábio Porchat usou R$ 5 milhões da Lei Rouanet para financiar ‘Meu passado me condena’ e não prestou contas
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