Dona do Google tem resultado abaixo do esperado no 1º trimestre


Receita subiu 17% e lucro caiu 29%, na comparação com 1 ano atrás. Multa bilionária da União Europeia pesou na conta. Multa recebida na Europa afetou lucro do Google no 1º trimestre
AP Photo/Marcio Jose Sanchez
A Alphabet, controladora do Google, não conseguiu aproveitar os benefícios da economia norte-americana forte, que ajudou a impulsionar rivais no 1º trimestre, e apresentou nesta segunda-feira (29) um resultado abaixo do esperado.
Considerando efeitos cambiais, o faturamento trimestral subiu 17% em relação a 1 ano atrás, para US$ 36,3 bilhões. A expectativa dos analistas de mercado era de uma receita de US$ 37,3 bilhões, segundo dados da IBES Refinitiv.
O lucro líquido caiu 29%, para US$ 6,6 bilhões, na mesma comparação.
Após a divulgação do resultado, as ações da empresa caíam mais de 5% no pregão após o fechamento regular, depois de encerrarem o dia em alta de 1,5%, para o recorde de US$ 1.296,20.
Grandes rivais na área de venda de publicidade online como Facebook, Snap (dona do Snapchat), Amazon e Twitter tiveram receita trimestral acima ou em linha com as expectativas do mercado.
Crescimento lento
O crescimento de 17% no faturamento da Alphabet foi o mais lento em 3 anos. No mesmo período do ano passado, a expansão tinha sido de 26%.
Os 3 bilhões de usuários do Google ajudaram a maior vendedora de espaço publicitário na internet a capturar quase um terço de toda a receita na área, segundo a empresa de pesquisa de mercado EMarketer. O Facebook detém 20%.
Os cliques pagos em seus sites subiram 39% na comparação com o 1º trimestre de 2018, mas caíram 9% em relação ao trimestre anterior. O custo por clique caiu 19% em 1 ano, mas subiu 5% frente ao 4º trimestre do ano passado.
Os custos trimestrais subiram quase o mesmo que a receita, avançando 16,5% sobre um ano antes, para US$ 29,7 bilhões. Ela inclui a multa bilionária que o Google recebeu da União Europeia em março, por impedir anúncios de concorrentes.
A Alphabet tem afirmado que o aumento nas despesas são justificados, uma vez que está investindo em escritórios, centros de processamento de dados e capacidades de inteligência artificial, em linha com a demanda esperada pelos serviços da empresa.
As ações acumulam alta de 23% no ano, menor variação entre as empresas que compõem o grupo de gigantes da tecnologia. O Facebook tem valorização de 48%, a Netflix subiu 39%, a Apple avançou 30% e Amazon, 29%.