Dieese vê piora nas condições de trabalho em 2018

Entidade lançou indicador nesta quinta-feira (25) que aponta piora na inserção ocupacional e nos rendimentos na comparação entre os quartos trimestres de 2017 e 2018. Um indicador lançado pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que as condições de trabalho no país pioraram no último trimestre de 2018, na comparação com os mesmos meses do ano anterior.
Nesse período, o ICT-Dieese caiu de 0,39 para 0,36 ponto, um recuo de 0,6%. O indicador varia de 0 a 1, e considera a inserção ocupacional (formalização do vínculo de trabalho, contribuição para a previdência, tempo de permanência no trabalho); a desocupação (desocupação e desalento, procura por trabalho há mais de cinco meses, desocupação e desalento dos responsáveis pelo domicílio) e o rendimento (rendimento por hora trabalhada; concentração dos rendimentos do trabalho).
“O indicador não define a condição ideal do trabalho, apenas indica que quanto mais próximo o valor do índice estiver de 1, melhor a situação geral do mercado de trabalho e, quanto mais próximo de zero, pior”, informa a entidade.
Recuperação lenta da economia afeta mercado de trabalho
De acordo com o Dieese, no período avaliado houve piora nas dimensões inserção ocupacional (de 0,33 para 0,29) e rendimento (de 0,46 para 0,44). Já a desocupação mostrou estabilidade, em 0,36 ponto.
A piora na inserção ocupacional foi resultado do aumento do trabalho informal, de qualidade mais baixa, diminuindo a proporção de empregos formais. Já no âmbito do rendimento, a piora foi puxada pela alta da desigualdade de renda.