Desmatamento na Amazônia passa de 13 mil km² entre agosto de 2020 e julho de 2021, apontam dados do Prodes


Prodes é o relatório anual com dados oficiais do Inpe. Número é o maior desde 2008, quando as medições oficiais apontaram 12.911 km² desmatados. Greenpeace sobrevoa Pará, Amazonas, Rondônia e Mato Grosso e flagra incêndios durante última semana de julho, mesmo com moratória do fogo na Amazônia.
Christian Braga/Greenpeace
A área desmatada na Amazônia foi de 13.235 km² entre agosto de 2020 e julho de 2021, de acordo com números oficiais do governo federal divulgados nesta terça-feira (9) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
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Os números são do relatório anual do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes). O Prodes é considerado o mais preciso para medir as taxas anuais. Ele é diferente do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), que mostra os alertas mensais e já sinalizava tendência de aumento da devastação.
Na edição anterior, o número foi de 10.851 km² entre agosto de 2019 e julho de 2020. Uma alta de 22% entre os dois relatórios.
É a maior área desde 2008, quando o Prodes apontou 12.911 km² desmatados. A maior taxa na série histórica foi registrada em 2004, quando 27 mil km² de área desmatada foram registradas pelo sistema.
No entanto, de 2009 a 2014, a taxa de desmatamento caiu de 7,4 mil km² para 5 mil km², seu nível mais baixo. Desde 2015 o número de área desmatada aumentou passando os mais de 10 mil km² em 2019, com 10.129km² e 2020 com 10.851km².
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