Daniel Marotta, coordenador do Gaeco em Uberlândia, é removido para Promotoria de Meio Ambiente


Decisão foi publicada no Diário Oficial do MPMG. Ele disse que falará sobre assunto na segunda (26). Daniel Marotta é removido de Gaeco em Uberlândia
Caroline Aleixo/G1
O promotor que coordena o Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Daniel Marotta Martinez, foi removido para a 5ª Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo e Patrimônio do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em Uberlândia.
A decisão foi publicada no Diário Oficial do MPMG em atos do procurador-geral de Justiça, Antônio Sérgio Tonet. Procurado pelo G1 neste sábado (24), Daniel Marotta disse que vai falar mais sobre o assunto na segunda-feira (26).
Remoção do promotor Daniel Marotta foi publicada no Diário Oficial do MPMG
Diário Oficial do MPMG/Reprodução
Daniel Marotta coordenou a Operação ”Serendipe” em 2016 que prendeu policiais civis investigados por extorsão, corrupção passiva e ativa, organização criminosa, obstrução da Justiça, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
Já em 2017, o promotor participou da operação que investigou a indústria do setor químico, em Uberlândia, cujos proprietários são suspeitos de fraudarem licitações em diversos municípios de Minas e de outros estados.
Além disso, em dezembro de 2017, Daniel, através da coordenação do Gaeco, participou da operação contra corrupção, associação criminosa, roubos, falsidade ideológica e outros crimes em Minas Gerais, Mato Grosso e Paraná. Na operação batizada de “Fênix”, foram expedidos 200 mandados de prisão preventiva contra 136 pessoas. Na ocasião, foram pelo menos 39 policiais civis, sendo nove delegados.
A mais recente atuação do Gaeco divulgada para imprensa foi a Operação ”Poseidon”. A ação investiga irregularidades em contratos celebrados entre a autarquia e a empresa Araguaia Engenharia, bem como desvio de recursos públicos superiores a R$ 8 milhões.
Na ocasião, foram presos diretores e ex-diretor do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae), além de um ex-vereador.
Alvo de reclamações
Nesta semana, o Gaeco foi alvo de críticas do advogado de defesa de investigados na Operação ”Poseidon” que reclamou de vazamentos de informações sigilosas.
Além disso, o deputado estadual Arnaldo Silva (PR) pediu na Assembleia Legislativa (ALMG) uma audiência pública sobre o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, do município de Uberlândia. O requerimento sobre essa reunião foi aprovado na Comissão de Segurança Pública.
O deputado disse, em nota, que recebeu uma série de reclamações sobre a atuação e os procedimentos adotados pelo Gaeco na cidade. Os documentos apontam seletividade, quebra de sigilo nas operações, além de denúncias de telefones celulares que são encaminhados através de integrantes do MP para chegarem dentro do presídio e terem comunicação com pessoas que integram facções criminosas com o objetivo de se obter delações ou colaborações premiadas.

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