Crianças participam de desfile de moda que exalta cultura afro no Recife


Crianças tiveram um dia de modelo, com direito a looks especiais, penteados e maquiagem como forma de exaltar a cultura ancestral. Crianças fazem desfile de cultura afro
Um desfile de moda africana reuniu várias crianças no bairro do Rosarinho, na Zona Norte do Recife. O objetivo do evento foi difundir a cultura ancestral para os pequenos, como forma de comemoração do Dia das Crianças, celebrado na terça-feira (12) (veja vídeo acima).
“É importante que os pais e a sociedade em si empoderem essas crianças, ensinando, instruindo sobre o que é realmente delas, o que é ancestral, a questão do pertencimento mesmo”, afirmou a organizadora do evento Anne Lassane.
O camarim foi um momento à parte para as crianças, que puderam se embelezar com maquiagem, roupas e penteados. A trancista Aíssa Soares ficou responsável pela beleza dos cabelos dos pequenos, que fizeram tranças nagô. “É uma trança que a gente vai dividindo o cabelo em parte e vai trançando como se fosse arrastando o cabelo até embaixo”, explicou a profissional.
Ao todo, 27 crianças participaram do desfile que aconteceu no domingo (10), na Zona Norte do Recife
Reprodução/TV Globo
O estilista do Senegal, Lassana Mangassouiba, participou do evento e também destacou a importância de iniciativas como essa. “É bom para ensinar as crianças a começarem a usar, o colorido é nosso, as roupas são nossas”, disse.
Nos looks, muita cor, além de cortes e formatos que remetem a diferentes regiões da África. As roupas foram feitas com o tradicional tecido wax print, que é encerado e possui padrões coloridos.
Organizadora do evento, Anne Lassane contou que vê na iniciativa uma maneira de emponderar as crianças
Reprodução/TV Globo
Ao todo, 62 crianças se inscreveram para participar do evento e 27 foram selecionadas para o desfile. Entre elas, a pequena Lorena Sofia, de 3 anos, que abriu os trabalhos na passarela.
A estudante Vitória Oliveira, de 11 anos, contou que gostou muito da experiência do desfile. “Acho muito legal principalmente com esse estilo de roupa, porque deve ser um estilo muito valorizado e é muito legal ficar se arrumando, colocar maquiagem”.
Para a organizadora do evento, a iniciativa é uma forma de empoderamento para as crianças. “Quando elas [crianças] sabem o que elas estão usando sabem quem são, de onde vieram, elas serão empoderadas para viver nessa sociedade ainda tão racista”, afirmou.
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