Crédito de Carbono: cientista explica como Amazonas pode se beneficiar desse mercado

G1 entrevista o biólogo norte-americano Philip Fearnside, pesquisador vinculado ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e uma das referências mundiais sobre desenvolvimento sustentável. Uma das alternativas apontadas por ambientalistas para tentar diminuir o desmatamento na Amazônia é estimular o investimento em créditos de carbono. Mas o que significa esse termo e como o Amazonas pode se beneficiar desse mercado?
Para entender sobre créditos de carbono, o G1 entrevistou o biólogo norte-americano Philip Fearnside. Pesquisador vinculado ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), ele estuda a Amazônia há 40 anos e é uma das referências mundiais sobre desenvolvimento sustentável.
Segundo o pesquisador, tanto países quanto empresas podem entrar nesse mercado. Com a preservação, combate-se também o aquecimento global e o efeito estufa, além de manter protegidas a biodiversidade e as populações das florestas.
“O aquecimento global já está acontecendo, está causando estragos inclusive aqui na Amazônia e vai ficar muito pior se não tomarmos ações rápidas para diminuir a emissão desses gases para o ar”, explicou o pesquisador, que ressalta a importância de controlar o desmatamento. “Frear o desmatamento é muito mais importante do que plantar árvores. É uma coisa imediata. Você salvar um hectare de floresta são 150 toneladas de carbono que não vão para a atmosfera”.
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