CPAT de Campinas tem redução de 18,6% em vagas disponíveis no 1º trimestre, diz levantamento


Números foram divulgados pelo Sine; desempregados relatam dificuldades. Desempregados relatam dificuldades no CPAT de Campinas
O número de vagas de emprego oferecidas pelo Centro Público de Apoio ao Trabalhador (CPAT) de Campinas (SP) diminuiu 18,6% no primeiro trimestre deste ano, no comparativo com mesmo período de 2018, segundo dados divulgados pelo Sistema Nacional de Emprego (Sine). Desempregados relatam dificuldades para conseguir recolocação no mercado – veja abaixo.
De janeiro a março o Centro registrou 1.023 oportunidades de trabalho, total que representa diferença de 235 postos em relação ao mesmo intervalo do ano passado.
A pesquisa mostra ainda que foram registradas reduções de postos em todos os meses avaliados: em janeiro, a quantidade passou de 506 para 434 (-14,2%); no mês de fevereiro o total foi de 428 para 312 (-27,1%); e março terminou com a diferença de 324 para 277 (-14,5%). Veja gráfico.
Dificuldades
Os números da pesquisa se refletem nas histórias de que busca diariamente por uma oportunidade de trabalho. É o caso da técnica em contabilidade Jeniffer Milaneze, que está sem emprego fixo há quatro anos e precisa cuidar ainda das duas filhas em meio às dificuldades.
Jeniffer Milaneze estuda para ser advogada e luta por uma vaga no mercado de trabalho
Reprodução/EPTV
Ela estuda para ser advogada e já buscou oportunidades em diversos lugares, mas sem sucesso.
É ruim porque você entrega currículo, vai pessoalmente, [envia] pela internet, faz entrevista, faz os testes […] Só que, às vezes, não dá nem tempo de chegar em casa e você já recebe um e-mail dizendo que seu perfil não foi aprovado. Então acaba sendo frustrante essa procura”, lamenta.
Celso Jacometti também relata o desafio de conseguir recolocação no mercado de trabalho. “Você quer vingar seus compromissos e não consegue. É difícil, mas a gente está aí, está na luta”.
Saldo negativo
Campinas encerrou março com saldo de 516 demissões, segundo dados registrados pelo Observatório da PUC-Campinas, enquanto que no mesmo período de 2018 foram gerados 581.
Número de vagas disponíveis no CPAT de Campinas diminuiu
Reprodução / EPTV
Para a professora do Observatório da PUC-Campinas Eliane Rosandiski, o fenômeno pode ser explicado pela crise econômica enfrentada pelo país.
“É um período ainda de muita insegurança, muita incerteza. Isso vai fazendo com que os empresários restrinjam essa oferta de vagas”, explica.
Segundo ela, a situação causa uma série de efeitos na geração de empregos, uma vez que empregadores optam por reduzir contratações diante do receito de novas instabilidades.
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